DE ESTILINGUE À VIDRAÇA

Há quem se candidate não por servir, mas por vaidade. Na caminhada, estimulada pelos aplausos e pela promessa de poder, não percebe o perigo: quem hoje segura o estilingue pode amanhã estar atrás da vidraça. E, quando a pedra muda de direção, a vaidade já não protege ninguém. É procurar sarna para se coçar.
COMBUSTÍVEL EM FALTA

O que já era esperado começa a fazer água. Candidatura majoritária no Pará, ainda antes de ganhar corpo, já enfrenta a maré baixa do lastro financeiro. A conversa corre nas ruas e, como toda conversa que se preza, também navega pelos rios. O povo aumenta, observa e comenta — mas não inventa. Quando a embarcação […]
“PRA BOI DORMIR”

Não comovem muito as explicações de certos empresários que, em tom de conversa de botequim, contam como saíram da pobreza, venceram todas as dificuldades, dormiram em colchão de palha e, graças a uma força de vontade de fazer inveja a um tanque de guerra, chegaram ao pedestal da riqueza. A narrativa costuma vir completa: infância […]
