OS ALAGAMENTOS

Com o tempo aprendemos que determinadas ações públicas são apenas paliativas, jamais resolutivas. Gestões que infelizmente sempre estão acompanhadas de movimentações políticas eleitorais, as causas não são tão importantes quantas as soluções aparentes. É de conhecimento de muitos que o saneamento básico é relevante para a sobrevivência de uma população. No entanto não tem visibilidade e não rende votos. Cuida-se muito mais do asfalto, que é visto e reconhecido pelo eleitor. Cuida-se muito mais de praças, que rendem votos, Cuida-se … A própria medicina preventiva reconhece que na maioria das situações, é necessário cuidar das causas, para evitar os problemas. Ela atua de forma proativa para identificar riscos precocemente. Os alagamentos têm suas causas. Não são apenas as chuvas.

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ESTAÇÃO DA CONVENIÊNCIA

Começa o ano eleitoral e, como as chuvas de inverno na Amazônia, surgem também os oportunistas de plantão. Eles brotam nas esquinas, nas redes sociais, nos abraços apertados demais e nas promessas largas como rio em cheia. São figuras curiosas: passam três anos em silêncio sepulcral, mas bastam os primeiros rumores de candidatura para se tornarem especialistas em tudo — saúde, educação, infraestrutura e até em amizade antiga. Reaparecem com sorrisos ensaiados e discursos prontos, jurando lealdade eterna a quem estiver melhor posicionado nas pesquisas. No calendário deles, o ano só tem uma estação: a da conveniência. E enquanto o eleitor tenta separar proposta de fantasia, eles treinam a arte de estar sempre ao lado do provável vencedor.

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EMPODERAMENTO

Na política e na vida, há um conselho que deveria vir impresso nos manuais invisíveis da convivência: nunca empodere quem não aprendeu a ser grato. O ingrato é aquele que sobe nos seus ombros e, ao alcançar altura, esquece quem lhe serviu de escada. Pior: às vezes chuta a própria escada para provar independência. Confunde oportunidade com mérito exclusivo e apoio com obrigação. Na vida pública isso é ainda mais curioso. Há padrinhos que criam afilhados políticos, oferecem estrutura, discurso e até votos. Depois, assistem ao espetáculo da ingratidão em praça aberta, como se a memória fosse artigo de luxo. Empoderar é nobre. Confiar é grandeza. Mas discernir é sabedoria. Porque a gratidão pode até ser silenciosa, porém a ingratidão sempre faz barulho.

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ANDANDO JUNTAS

Na vida pública, não basta ter diploma na parede nem discurso afiado na tribuna. A vivência é a escola que não fecha as portas; a experiência é o professor que não falta aula. Quem caminha pelas ruas, escuta nas feiras, sente o calor das críticas e o peso das decisões aprende mais do que em qualquer manual de teoria política. A prática ensina onde a teoria silencia. Vivência sem experiência pode virar impulso. Experiência sem vivência pode virar arrogância. Mas quando as duas andam juntas, nasce algo raro: o conhecimento político com responsabilidade — aquele que entende que governar não é mandar, é servir.

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LEGISLATIVO DEFUMADO?

A Câmara Municipal de Bragança, no Pará, tem sido formadora de neologismos que ferem de morte a linguagem brasileira. Há pouco tempo conseguiu criar uma piscina inflamável, quando poderia ser apenas inflável. Agora apresenta uma tal de ‘defamação’ – ou poderia ser uma defumação?  Defumação – de acordo com o Google trata-se de expor (alguém, algo ou um local) à fumaça, quando se queima substância aromática (por exemplo, incenso), para perfumar. Não conseguimos entender chamar o corpo jurídico da casa legislativa para defender um vereador que poderia estar sendo defumado.

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PRA QUE MAIS 4?

Na liturgia da política brasileira, há um fenômeno curioso: o deputado que descobre o eleitor apenas no último ano de mandato. Durante três anos, silêncio quase monástico; no quarto, uma súbita iluminação cívica. É quando surgem fotos em obras que não começaram, discursos inflamados sobre problemas antigos e uma enxurrada de “emendas conquistadas” que parecem ter brotado como milagre administrativo. O parlamentar, antes discreto nas sessões e nas pautas relevantes, vira presença constante nas redes sociais, nas rádios e até em velórios — afinal, é preciso mostrar serviço. O mais interessante é o discurso: “preciso continuar para concluir o que comecei”. O eleitor, com a memória um pouco mais exigente, tenta lembrar exatamente o que foi começado. Às vezes encontra uma placa. Outras vezes, nem isso. A reeleição, para alguns,

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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