PRA QUE MAIS 4?

Na liturgia da política brasileira, há um fenômeno curioso: o deputado que descobre o eleitor apenas no último ano de mandato. Durante três anos, silêncio quase monástico; no quarto, uma súbita iluminação cívica. É quando surgem fotos em obras que não começaram, discursos inflamados sobre problemas antigos e uma enxurrada de “emendas conquistadas” que parecem ter brotado como milagre administrativo. O parlamentar, antes discreto nas sessões e nas pautas relevantes, vira presença constante nas redes sociais, nas rádios e até em velórios — afinal, é preciso mostrar serviço. O mais interessante é o discurso: “preciso continuar para concluir o que comecei”. O eleitor, com a memória um pouco mais exigente, tenta lembrar exatamente o que foi começado. Às vezes encontra uma placa. Outras vezes, nem isso. A reeleição, para alguns,

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A PLATEIA DE SEMPRE

Nada como um bom almoço oferecido no Mazurka, em Bragança, no Pará, objetivando reunir militantes conhecidos no plano político da Pérola do Caeté. Na realidade, nenhuma novidade no front. Os mesmos de antes no quartel de Abrantes, para receberem o prefeito de Ananindeua, Daniel Santos (PSB), que pretende ser candidato ao governo paraense, nas eleições do ano em curso.

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O GARIMPO ELEITORAL

Dizem que o ouro já não brilha como antes, mas no Nordeste Paraense o que reluz mesmo são votos. De repente, a região deixou de ser apenas rota de praias, farinha boa e peixe fresco para virar o novo pré-sal eleitoral do estado. Para 2026, não se fala em outra coisa: onde tem uma vila, tem um pré-candidato; onde tem um campo de futebol, tem promessa; onde tem um microfone, tem discurso. É tanta visita ilustre que até poste já se sente importante — nunca recebeu tanto abraço. O asfalto prometido ganha urgência, a ponte esquecida vira prioridade e até aquele projeto guardado na gaveta reaparece com pó e tudo. No fim das contas, o Nordeste Paraense virou a menina dos olhos de quem sonha com as vitórias — não

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QUANDO O BRASIL COMEÇA

Dizem que, quando termina o Carnaval, começa o Brasil. Como se o país fosse um aluno distraído que só tira o caderno da mochila depois do último bloco passar. Durante dias, tudo é brilho, samba e promessa de que “depois a gente resolve”. A fila do banco espera, o buraco na rua ganha confete e a política entra no modo fantasia: todo mundo sorrindo, abraçando, jurando amor eterno ao povo. Mas a quarta-feira chega, implacável. O glitter resiste na orelha, o boleto não perdoa e a realidade bate à porta sem bateria nem mestre-sala. É aí que o Brasil, enfim, começa — ou recomeça — com seus velhos desafios, suas novas desculpas e aquela esperança teimosa de que, neste ano, a folia não seja maior que a responsabilidade. Porque o

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POLÍTICA OU PAUTA DE TRIBUNAL

Em Bragança, no Pará, a politicagem resolveu trocar os palanques pelos tribunais. Já não basta o voto; agora cada passo vira processo, cada discurso vira anexo, cada reunião rende uma petição inicial. A campanha, ao que parece, está ganhando togas. Há semanas em que a cidade acorda administrada por liminares e recursos. Noutras, vai dormir sob efeito de nova decisão e ganhando outra no dia seguinte. É uma semana pra cada despacho, como se o calendário eleitoral tivesse sido substituído por pauta de tribunal. Os grupos adversários conversam mais com seus advogados do que com os seus cabos eleitorais. Em vez de santinhos, estão distribuindo cópias de decisões; no lugar do jingle, citam jurisprudências. E assim segue a política bragantina – metade voto, metade carimbo.

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PREOCUPANTE?

O mundo político de Bragança, no nordeste paraense, não está tão preocupado apenas com a manutenção da cassação da vereadora Tati Rodrigues (PSDB), imposta pela própria Câmara Municipal e ratificada por última decisão da Justiça. Estaria agora voltado para as próximas eleições, como seria a campanha eleitoral deste ano das candidaturas de Lena Pinto (PSDB) para deputada federal e Renato Oliveira (MDB) para estadual? Indiretamente, há prejuízo ou não?

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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