CONFIANTE!

Talvez seja o preço alto no custo que está espantando, ou quem sabe o relógio político ainda nem despertou de vez. As mesas continuam postas, o café até esfria na xícara, mas as conversas parecem mornas — repetem promessas de visitas que já perderam o aroma há tempos. Por enquanto, fica esse silêncio disfarçado de expectativa, onde se fala muito, mas se entrega pouco, como se o futuro estivesse sempre sendo servido… só que nunca chega à mesa.

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IRONIAS DA VIDA

Nunca diga “desta água não mais beberei”. A vida tem dessas ironias silenciosas: hoje você vira o rosto com desdém, amanhã pode estar com sede. Já vi gente jurar distância de caminhos que, pouco tempo depois, percorreu com pressa — não por gosto, mas por necessidade. O mundo gira sem pedir licença, e com ele giram as certezas. O que parece definitivo num dia, no outro se mostra frágil. Por isso, todo cuidado é pouco com promessas rígidas: a necessidade, essa velha conhecida, tem o estranho poder de dobrar convicções. Melhor falar baixo, deixar portas entreabertas e reconhecer — com humildade — que a vida, às vezes, nos faz beber exatamente da fonte que juramos evitar.

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CASA ARROMBADA

De que vale querer consertar depois da casa arrombada? A porta, antes esquecida, ganha tranca nova, cadeado reluzente, até alarme se instala — tudo muito bonito, muito tarde. O silêncio que fica não é de paz, é de ausência. Levaram o que havia de mais valioso: o descuido que fingia ser confiança. A gente tem dessas manias. Deixa pra depois o cuidado, a palavra, o gesto. Vai empurrando com a barriga até o mundo dar um empurrão de volta. E quando a falta aparece, grande e escancarada, corre-se atrás do prejuízo como quem tenta recolher água derramada. Mas casa arrombada ensina, ainda que do jeito mais duro. Ensina que zelo não combina com pressa, que atenção não se improvisa, que certas perdas não aceitam remendo. E talvez, só talvez, na

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OS INTERESSES

O interesse dos donos de mídias é o seu ou o meu? Creio que não. Quando eles fazem uma campanha contra ou a favor de alguém ou de algo, fazem por interesses próprios. Há necessidade de termos o cuidado de quando lermos, ouvirmos ou vermos algumas matérias, principalmente as de cunho político, fazermos uma rápida análise de quais são os interesses dos proprietários das mídias. As vezes ali está contida uma questão financeira que embala a produção e a apresentação, de simples interesse do grupo que comanda a mídia. No passado bem remoto, dizíamos que um assunto propagado na mídia era verdadeiro e pronto. Não é bem assim. Por detrás de uma notícia poderá estar um interesse dos “barões” da mídia. Ninguém forma uma empresa para praticar somente benefícios sociais.

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PRA DEPUTADO FEDERAL

Na rotina previsível da política local, onde discursos muitas vezes soam como ecos de promessas antigas, um vereador de Bragança no Pará, parece caminhar em sentido contrário. Enquanto muitos se limitam ao protocolo, ele circula pelas ruas, escuta, anota, retorna. Não se trata apenas de aparecer — há um certo compromisso que insiste em permanecer depois que as câmeras se vão. Entre uma visita e outra, seu nome começa a atravessar conversas de esquina, ganhar espaço nas feiras, surgir nas rodas de fim de tarde. Alguns cidadãos já não o veem apenas como representante do município, mas como alguém que poderia levar essa mesma inquietação para voos maiores. Falam, ainda com cautela, mas com brilho nos olhos, sobre a possibilidade de lançá-lo a deputado federal nas próximas eleições. Talvez seja

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TEMPO DO PIRULITO

Na política partidária em momentos de campanhas eleitorais. a reclamação vem quando o sapato aperta e o calo fica dolorido, antes todos são bons e merecem carinhos, ao invés de impropérios. Algo não atendido é o ponto de partida das bravatas e inconsequências verbais, disfarçando uma chantagem emocional. Antes pelo contrário a convivência era espetacular. Cheia de bons planos e sonhos maravilhosos. Diante do impasse ocasional, até os adversários passam a ser amigos de longas datas. Lembrando os beicinhos expostos sinalizando aborrecimentos, ao perder um pirulito. Isto no tempo infantil.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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