Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

CAMINHAR DA HISTÓRIA

Sempre é bom relembrar a história. Hitler chegou ao poder na Alemanha, através do Partido Nacional Socialista, e com uma filosofia ‘ultra-patriota’. Os nacionais socialistas ficaram conhecidos como nazistas. Governou com uma propaganda sistemática e repetitiva do patriotismo alemão. Na mesma época o Brasil viveu algo semelhante com o integralismo do paulista Plínio Salgado que fundou e liderou a Ação Integralista Brasileira, partido de extrema direita inspirado nos princípios do movimento fascista italiano, mas que não chegou ao poder. O fascismo italiano iniciou na Europa 10 anos antes do nazismo na Alemanha. Tanto o nazismo como fascismo se aproveitaram de uma situação conturbada nos dois países. Eram movimentos autoritários nacionalistas, que usaram as reclamações e anseios da classe média, logo após a primeira guerra mundial.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

CONTINUA O DESCRÉDITO NAS PESQUISAS

Outra vez, as pesquisas eleitorais brasileiras parecem ter cumprido um papel que vai muito além de tentar descobrir o que o eleitor realmente pensa. Em vez de fotografia, muitas vezes viraram propaganda; em vez de termômetro, acabaram funcionando como incentivo para um lado ou desânimo para outro. Durante a campanha, números eram apresentados com a solenidade de uma previsão científica, mas a realidade insistia em escapar das tabelas, das margens de erro e dos gráficos coloridos. O eleitor, enquanto isso, assistia à disputa como quem acompanha uma corrida na qual os comentaristas parecem saber o vencedor antes mesmo da largada. No fim, ficou a impressão de que se acertou pouco — e, quando se acertou, foi quase sempre depois que os fatos já estavam diante de todos. Talvez o problema

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

MIRANDO A PREFEITURA

Mal termina uma eleição e a política, como quem não consegue ficar parada, já trata de arrumar a próxima. Em Bragança, no nordeste paraense, ainda se fala nos resultados da disputa para o Parlamento, enquanto, nos bastidores, algumas lideranças já começam a mirar um endereço bem conhecido: a Prefeitura. A eleição presidencial ainda nem teve seu último capítulo encerrado, mas por aqui parece que alguns políticos já estão lendo outro calendário. E nele, a data em destaque é 2028. Os resultados da disputa parlamentar deram combustível novo às conversas. Votos, desempenho eleitoral e capacidade de mobilização passaram a ser ingredientes de uma receita que, em política, costuma produzir especulações: quem tem grupo? Quem tem voto? Quem tem estrutura? E, principalmente, quem estaria disposto a entrar na briga? É claro que

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

TRANSFORMAÇÃO

Segundo Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Na política brasileira, a velha tese científica parece ter encontrado um novo laboratório. O PSDB, durante muito tempo, ficou conhecido como o partido da dubiedade: entre o discurso e a prática, entre ser oposição e ser governo, entre criticar e, depois, fazer quase o mesmo. Aos poucos, foi perdendo espaço, força e protagonismo. Agora, a impressão é de que o MDB caminha para ocupar esse lugar. Um partido que já teve verdadeira liderança nacional parece ter perdido parte de sua identidade e passou a acompanhar justamente pensamentos e comportamentos que, em outros tempos, criticava nos tucanos. Na política, porém, nada desaparece de verdade. O poder apenas muda de endereço, a ambiguidade troca de legenda e o discurso

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

FALAR OU CALAR?

Em Eclesiastes, quando o texto bíblico passeia pelas inquietações da existência humana e pela brevidade da vida, há uma lição que atravessou séculos e acabou virando adágio popular: há hora de falar e hora de calar. Parece simples. E talvez justamente por isso seja tão difícil. Há quem descubra, na vida pública, que o silêncio pode ser uma virtude. Alguns, porém, parecem ter levado o ensinamento ao pé da letra — especialmente quando chega a hora de explicar, justificar ou assumir responsabilidades seletivas: falam muito quando o assunto favorece seus interesses e descobrem a profundidade do silêncio quando as perguntas são incômodas. Mas Eclesiastes não fala de silêncio como esconderijo. Tampouco apresenta a palavra como instrumento de conveniência. Há tempo de falar, sim, sobretudo quando a verdade precisa ser dita.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

SEM ACUSAÇÃO NAS URNAS

Interessante estas eleições: até o momento, não apareceu nenhum candidato reclamando das urnas eletrônicas. Ao que tudo indica, elas finalmente se consertaram por conta própria. Estão funcionando tão bem que ninguém está chorando, dizendo que foi prejudicado por elas. É curioso como certas tradições desaparecem quando deixam de ser convenientes. No futebol, quando o time perde, a culpa quase nunca é do time. É do juiz, do bandeirinha, do VAR, do gramado, do vento… Sempre há um culpado à disposição. Na política brasileira dos últimos anos, as urnas eletrônicas assumiram esse honroso papel. Quando o resultado agradava, eram modernas, seguras e confiáveis. Quando desagradava, de repente viravam as grandes vilãs da história. Mas, nestas eleições, pelo menos até agora, reina um silêncio ensurdecedor. Talvez as urnas tenham aprendido a lição.

Leia Mais »

PUBLICIDADE

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[yop_poll id="2"]
OUTRAS NOTÍCIAS
Desenvolvido Por Belém Sistemas (91) 98079-5456