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Pero Vaz de Caminha

HABILIDADE NO GOVERNO

Não custa relembrar a história e trazer seus exemplos para os dias atuais. Nem sempre aqueles que lideram uma revolução, participam decisivamente de uma mudança política ou ajudam a conquistar uma eleição são, necessariamente, os mais preparados para conduzir os destinos de uma nação. A Revolução Francesa é um exemplo histórico que merece reflexão. Homens que estiveram na linha de frente da transformação, que ajudaram a derrubar uma ordem estabelecida, acabaram, mais tarde, vítimas do próprio processo que ajudaram a construir. Muitos foram condenados pelos tribunais revolucionários e terminaram na guilhotina. A história mostra que conquistar o poder é uma coisa; saber exercê-lo é outra completamente diferente. Derrubar estruturas, mobilizar multidões e vencer batalhas políticas exige determinadas habilidades. Governar, por sua vez, exige equilíbrio, responsabilidade, capacidade de diálogo, visão de

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Pero Vaz de Caminha

NO CONSELHEIRO HÁ SINCERIDADE

O grande erro do político brasileiro na maioria, está na escolha de seus assessores que se tornam além de simples assessores em conselheiros. Normalmente a escolha é feita pela amizade ou pela participação do cidadão na campanha ou para agradar um cabo eleitoral. Não é levado em consideração o fato importante do conhecimento na vida pública e na política. É desprezado além destes fatores que o eleito pode ter sido um vencedor na campanha por suas propostas e não pelas ideias da sua assessoria. Um conselheiro, embora nem tenha votado no candidato, pode como profissional ajuda-lo na manutenção do cargo como guinda-lo à uma reeleição ou a um cargo mais alto. Levemos em consideração que pelo conhecimento pode criticar de modo positivo, e não ficar debaixo de emoções próprias dos

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Pero Vaz de Caminha

PRECISANDO MELHORAR E VOLTAR À SUA VERDADEIRA FUNÇÃO

Um parlamento estadual, tão insignificante, tão pachorrento, tão acomodado, tão amestrado, tão… Um parlamento assemelhado à água; insípido, inodoro e incolor. Com o tempo os executivos adestraram de tal forma os deputados paraenses, que passa completamente despercebida a função de líder do governo no plenário, como também o líder da oposição. Uma assembleia legislativa que não apresenta ou não vota projetos de lei que minimizem as agruras da população. Um plenário insosso que não polemiza e muito menos discute assuntos de grande envergadura. Por aquela Casa já passaram grandes vultos da política paraense que inclusive foram elevados à nacional. Nunca vimos uma safra tão ruim em todos os tempos. Nos perdoem as raras exceções. Agora a maioria só pensa em projetos pessoais e as famosas emendas parlamentares como funções principais.

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Pero Vaz de Caminha

AMIGO DO REI

Informa a sabedoria popular que ser apenas amigo do chefe, é melhor do que ser o chefe. Que digam os transeuntes das cortes palacianas de governos. O melhor produto por lá fabricado, são as intrigas com propósitos chulos e pessoais. Abraços e beijinhos constantes e corriqueiros, mas, eivados de bastante hipocrisia. Sinceramente isto não é novo, é muito antigo até antes de Cristo. A sabedoria também informa que a melhor saída para não ser atingido é ficar bastante distante e apenas observando o desenrolar, aguardando que o poder não seja induzido pelos cortesãos e cortesãs.

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Pero Vaz de Caminha

EDUCAÇÃO ABRE HORIZONTES

Desde a nossa juventude, há muito tempo, ouvimos dizer que não existe país rico sem educação. Os anos passaram, gerações se sucederam, mas continuamos convivendo com a pobreza, a desigualdade e a sensação de que o Brasil poderia ter ido muito mais longe. Talvez porque educar seja uma obra de longo prazo, que não cabe no calendário eleitoral. Asfalto aparece, rende fotografia, inauguração e votos. Já a educação exige paciência, professores valorizados, escolas dignas e investimentos contínuos. Seus resultados não surgem de um dia para o outro, mas transformam vidas por décadas. Infelizmente, no Brasil, a educação e a saúde, que deveriam ser tratadas como direitos fundamentais e prioridades absolutas, muitas vezes parecem ter se transformado em grandes negócios, enquanto a população recebe, em troca, serviços precários e sofríveis resultados.

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Pero Vaz de Caminha

ÀS MARGENS DO CAETÉ

Conta a história que, às margens do rio Rubicão, em Roma, Júlio César tomou uma decisão que mudaria o curso da história. Ao atravessar o rio com suas tropas, teria pronunciado a célebre frase: Alea jacta est — a sorte está lançada. Séculos depois, em Bragança do Pará, às margens do nosso querido rio Caeté, a história parece inspirar uma nova reflexão. Olhares atentos, conversas reservadas, movimentos discretos e articulações políticas começam a desenhar o cenário das eleições municipais de 2028. Como nas águas do Rubicão, há quem esteja prestes a atravessar a fronteira entre a intenção e a decisão. Uns calculam os riscos, outros aguardam o momento oportuno, enquanto alguns já se movimentam como se a disputa tivesse começado. Mas o Caeté, testemunha silenciosa de tantas histórias bragantinas, parece

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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