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Pero Vaz de Caminha

QUEDA DE IMPÉRIOS

Houve um tempo em que Roma parecia eterna. Sua força militar, sua organização, sua cultura e sua influência faziam acreditar que nenhum poder seria capaz de abalá-la. Aos olhos do mundo, o império era invencível. Mas o tempo, que constrói grandezas, também as desgasta. Roma perdeu seu brilho e deixou para trás mais perguntas do que respostas definitivas. Historiadores apontam diferentes causas para sua queda, mas nenhuma explicação, isoladamente, consegue resumir o fim de um império tão grandioso. Talvez a maior herança de Roma não seja apenas suas estradas, suas leis ou seus monumentos, mas a lição silenciosa de que nenhum poder é eterno. Assim como as estações do ano, os impérios também têm seus ciclos: nascem, crescem, atingem o auge e, inevitavelmente, cedem lugar a novos tempos.

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Pero Vaz de Caminha

CHICÃO NO ANIVERSÁRIO DE BRAGANÇA

Em meio à festa pelos 413 anos de Bragança, no nordeste paraense, a política também encontrou seu espaço entre os cumprimentos, abraços e conversas de bastidores. O presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB), marcou presença na celebração e aproveitou a ocasião para reforçar o diálogo com lideranças da região. Pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro, Chicão circulou pelo evento conversando com diversos políticos, entre eles o presidente da Câmara Municipal, vereador Júnior do Pneu (MDB). Em ano de articulações, aniversários de cidades acabam sendo mais do que comemorações: tornam-se pontos de encontro onde tradição, política e expectativas para o futuro caminham lado a lado.

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Pero Vaz de Caminha

O VITIMISMO NA DIFICULDADE

Há algo curioso no poder: quanto mais passageiro ele é, mais alguns acreditam que será eterno. Bastam uma cadeira, um cargo ou um título para que o narcisismo, a soberba e a arrogância ocupem o lugar da humildade. O que antes era diálogo transforma-se em imposição; o respeito dá lugar ao sentimento de superioridade. Mas o tempo, que não costuma fazer distinções, muda os cenários. E aqueles que ontem se julgavam intocáveis, quando enfrentam dificuldades, frequentemente vestem o manto do vitimismo. Esquecem a firmeza que exigiam dos outros e passam a pedir compreensão para si. Talvez a maior prova de caráter não esteja em como alguém exerce um poder temporário, mas em como trata as pessoas enquanto o possui — e em como enfrenta a própria queda quando o tempo

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Pero Vaz de Caminha

MISTURANDO COM PORCOS

Há provérbios que atravessam gerações porque continuam encontrando lugar na vida cotidiana. Um deles ensina: ‘Quem com os porcos se mistura, farelo come’. A sabedoria popular lembra que companhias, atitudes e escolhas acabam revelando muito sobre quem somos. À luz desse adágio, chama a atenção a postura do presidente norte-americano Donald Trump, frequentemente disposto a ofender nações e lideranças, como se sua própria trajetória estivesse livre de controvérsias e episódios nebulosos. A história, porém, costuma ser um espelho pouco complacente: antes de apontar o dedo para os outros, convém olhar para as próprias marcas. O velho provérbio permanece atual. A arrogância e a intolerância raramente produzem bons frutos. Por isso, vale o alerta: todo cuidado é pouco com as companhias e os exemplos que se escolhe seguir. Afinal, quem se

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Pero Vaz de Caminha

ELEITORADO QUER PROPOSTAS!

Há um curioso silêncio escondido no barulho da política brasileira. Enquanto os debates se transformam em arenas de ataques pessoais, muitos eleitores esperam ouvir algo bem mais simples: propostas. O cidadão comum acorda cedo, enfrenta filas, trânsito, contas e incertezas. Quando liga a televisão ou acompanha um debate, não procura descobrir quem gritou mais alto ou quem coleciona mais acusações. Quer saber como a saúde vai melhorar, como a educação será fortalecida, de onde virão os empregos e o que será feito para tornar a vida menos difícil. Os nomes mudam a cada eleição, mas os problemas insistem em permanecer. Talvez por isso o eleitor esteja cada vez mais cansado de disputas de ego e de discussões sobre a vida pessoal dos candidatos. O que realmente faz diferença é a

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Pero Vaz de Caminha

NO BRASIL QUAL O VALOR PARTIDÁRIO?

De que valem tantos partidos políticos no Brasil? A pergunta ecoa a cada eleição. Na teoria, deveriam representar ideias, projetos de país e diferentes visões sobre o futuro. Na prática, para muitos eleitores, as siglas pouco dizem. Nas eleições proporcionais, o voto costuma seguir outro caminho. O eleitor escolhe a liderança que admira, o amigo, o conhecido ou aquele que acredita poder resolver seus problemas. O partido quase sempre fica em segundo plano, como um detalhe na urna. Enquanto isso, as legendas se multiplicam. Hoje, o Brasil reúne 23 siglas partidárias, muitas delas mais preocupadas em garantir espaço e sobreviver graças ao generoso Fundo Partidário do que em defender princípios que as diferenciem umas das outras. Talvez o maior desafio da democracia brasileira não seja criar novos partidos, mas fazer

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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