
COMPARANDO A POLÍTICA
Já disseram, com certa sabedoria, que política é como a maré: uma hora enche, outra hora vaza. À medida que 2026 se aproxima, alguns já navegam em águas altas, embalados pelo entusiasmo das pesquisas e dos aplausos; outros observam o barco encalhar na vazante, tentando explicar o inexplicável. Mas a política também se parece com a agricultura. Chega o tempo da colheita, e não adianta reclamar do resultado: quem plantou trabalho, respeito e compromisso tende a colher confiança. Quem semeou promessas vazias, oportunismo e esquecimento provavelmente colherá o que cultivou. Afinal, a terra pode até perdoar um inverno rigoroso, mas o eleitor costuma ter memória seletiva — e, às vezes, surpreendentemente fértil.




