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Pero Vaz de Caminha

TRAMBIQUES NOS APOIOS

A política paraense em época de eleições sempre promove folclorismos depreciativos em sua história. Nos anos 90 em Jacundá, no sudeste do estado, uma considerada liderança política na região, instado por um candidato a deputado federal, questionando sobre o apoio, inclusive com pagamentos antecipados, teve o descalabro na resposta – está tudo certo! : a minha mulher está apoiando a sua candidatura e eu vou apoiar outra. O candidato a deputado federal bastante irritado perguntou – e a sua cozinheira vai apoiar quem? Enfim, qualquer semelhança é mera coincidência.

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Pero Vaz de Caminha

AUTODEFESA DO PARLAMENTO

No plenário, onde se esperava ecoar a voz do povo, começa a soar mais alto o coro da autoproteção. O Congresso, que deveria fiscalizar e legislar, parece por vezes vestir a toga da própria defesa — como se cada cadeira carregasse um advogado invisível, sempre pronto a justificar o injustificável. Enquanto isso, as emendas escorrem pelo orçamento como pequenos rios desviados do leito principal, irrigando interesses que raramente passam pelo crivo da necessidade coletiva. Não é que o mecanismo seja ilegítimo; o problema é quando a exceção vira regra e o detalhe vira destino. Assim, entre discursos inflamados e cifras discretas, vai se moldando um parlamento que, em vez de se abrir ao país, fecha-se em torno de si mesmo — confundindo representação com preservação e política com conveniência.

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CORRIDAS EM CAMPANHA

No início da campanha sempre aparece quem já se sente eleito. Um gráfico aqui, um comentário bem direcionado ali, e pronto: já tem gente escolhendo até a moldura do retrato oficial. Ledo engano. Eleição não se ganha no susto nem no impulso. Não é tiro curto de 100 metros, onde quem larga bem cruza a linha na frente. Política é outra pista, mais longa, mais sinuosa, onde o fôlego conta mais que a pressa e a constância vale mais que o barulho. No começo, muitos correm olhando para trás, comemorando aplausos prematuros. No meio do caminho, alguns perdem o ritmo, outros tropeçam nas próprias certezas. E há aqueles que, silenciosos, seguem firmes, guardando energia, ajustando o passo, entendendo o terreno. Campanha é corrida de fundo. Exige estratégia, resistência e, sobretudo,

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Pero Vaz de Caminha

REVOADA ELEITORAL

Em Bragança, às margens do Rio Caeté, não é só o vento que muda de direção — é também o rumo de quem sonha com voto. De repente, como numa revoada bem ensaiada, surgem pré-candidatos de todos os cantos, sobrevoando ruas, feiras e esquinas com discursos prontos e promessas recém-saídas do ninho. Uns pousam leves, com conversa mansa e sorriso largo. Outros fazem rasante, tentando chamar atenção no grito e na pressa. Há ainda os que apenas circulam, esperando o melhor momento para descer e se apresentar como novidade, embora o eleitor já reconheça o voo antigo. Enquanto isso, o povo observa do chão, acostumado com esse espetáculo que se repete a cada temporada. Sabe que, passada a revoada, muitos voltam para longe, e poucos ficam para enfrentar o tempo

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Pero Vaz de Caminha

SEM IDENTIFICADOS

O vereador João Paulo (PP) da Câmara Municipal de Bragança no Pará, critica como se diz no popular sem dar os ‘nomes aos bois’ dos possíveis atingidos. Lembra uma Comissão Parlamentar composta de dois deputados, um federal e outro estadual, que visitaram a ponte do Sapucaia recentemente para tratar de reparos necessários urgentes e necessários. Chegou um equipamento que nada fez e foi embora. Lembrando – “Dar nome aos bois” é uma expressão popular brasileira que significa identificar claramente, citar nominalmente ou especificar os responsáveis por um fato, erro ou problema, em vez de falar de forma vaga ou genérica . É sinônimo de ser direto, transparente e apontar culpados ou autores de algo.

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Pero Vaz de Caminha

CONSIDERADA A VERDADEIRA OPOSIÇÃO

A respeito da postagem no Blog do Pero Vaz de Caminha, sobre a possível candidatura da vereadora Tatiana Rodrigues (PSDB) à prefeita de Bragança, na região nordestina do Pará, os comentários e visualizações superaram todas as expectativas. A maioria diz – que mesmo não sendo candidata, já se transformou na mais forte oposição do município. Para muitos a vereadora assume o posto de legítima comandante oposicionista na Pérola do Caeté.  

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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