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Pero Vaz de Caminha

CAMPANHA EMENDADA

Na política, grandes números costumam chamar a atenção. Uma emenda parlamentar destinada a obras, na região bragantina, no nordeste paraense, levanta uma questão inevitável: esse investimento seria suficiente para fortalecer o caminho de uma candidatura a deputado federal na região? Obras podem transformar realidades, melhorar a vida das pessoas e responder a antigas reivindicações da população. Mas, em ano eleitoral, também despertam questionamentos sobre a relação entre recursos públicos, visibilidade política e capital eleitoral. Afinal, o que realmente importa não é apenas o valor anunciado, mas o resultado entregue à sociedade. As obras saíram do papel? Os recursos foram aplicados corretamente? A população consegue acompanhar os gastos e verificar os benefícios? A transparência precisa caminhar junto com cada real investido. Afinal, dinheiro público não é favor de político, é recurso

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Pero Vaz de Caminha

DINHEIRO ALHEIO NÃO TEM VALOR

Diz o velho ditado que dinheiro ganho fácil sai fácil. Em processos penais, porém, a máxima ganha contornos de crônica social, sobretudo quando o Ministério Público resolve abrir a caixa-preta dos gastos de quem está sob suspeita de corrupção. Nos autos, um dos envolvidos teria comprado, em Brasília, via Pix, um cinto feminino de metal por módicos R$ 8.250, um par de brincos de latão por R$ 3.750 e um colar feminino, também de latão, por R$ 5.750. Tudo da grife Louis Vuitton, ou, para os íntimos, o milagre da alquimia: transformar metal e latão em pequenas fortunas. Somadas, as três peças chegam a R$ 17.750. Não é pouca coisa para adornar o corpo. É quase uma joalheria inteira pendurada na cintura, nas orelhas e no pescoço — com a

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Pero Vaz de Caminha

A REALIDADE VINDO À TONA

Pelas últimas informações, dois velhos adágios populares voltam a ganhar força e a nos convidar à reflexão: “Quem tem rabo de palha não passa perto de fogueira” e “Diz-me com quem andas e te direi quem és”. Na política, onde discursos nem sempre combinam com atitudes, certas aproximações dizem mais do que longas declarações. Há quem condene publicamente aquilo que, nos bastidores, parece tolerar ou até apoiar. E há quem, diante do calor dos acontecimentos, prefira manter distância, não necessariamente por prudência, mas pelo receio de que as chamas iluminem aquilo que gostaria de manter nas sombras. É claro que alianças, por si só, não provam culpa, assim como o silêncio não significa necessariamente concordância. Contudo, a coerência entre palavras, atitudes e companhias é um elemento essencial para avaliar a

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Pero Vaz de Caminha

FALTA DE AUTOCONFIANÇA E PREPARO

Querer ser líder é muito mais do que desejar o protagonismo ou ocupar o centro das atenções. Liderar exige firmeza, coerência e, sobretudo, responsabilidade com aquilo que se diz publicamente. Na política, mudar de opinião não é necessariamente um defeito. Reconhecer erros e rever posições pode ser sinal de maturidade. O problema começa quando a mudança deixa de ser fruto da reflexão e passa a parecer conveniência, quando hoje se afirma com convicção, aquilo que amanhã se nega sem constrangimento. Um líder não precisa ter todas as respostas, mas precisa saber sustentar suas posições e assumir as consequências de suas palavras. A indecisão permanente transmite insegurança, enfraquece a confiança e coloca em dúvida a própria capacidade de conduzir pessoas e projetos. Afinal, quem pretende liderar precisa compreender que a palavra

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Pero Vaz de Caminha

O MELHOR ESTADO

O estado feliz de espírito não permite ofender ninguém. Somente alegrias. O desespero na reta final de uma campanha em uma situação difícil, em qualquer segundo turno é representado pela falta de argumentos e um número excessivo de ofensas sem o menor sentido. Por esta ação atabalhoada e despropositada é possível acreditar e anotar uma prévia derrota dos que tomam este tipo de atitude. Como dizia o barão de Itararé, o humorista da democracia (foto) – Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.

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NA CRISE O FIM DO LIBERALISMO CLÁSSICO

Em 1929, os Estados Unidos mergulharam em uma das maiores crises econômicas da história: a Grande Depressão. Bancos faliram, empresas fecharam as portas e milhões de pessoas perderam seus empregos. Diante desse cenário, a ideia de que o mercado conseguiria se recuperar sozinho já não parecia suficiente para enfrentar o sofrimento da população. Foi nesse contexto que Franklin Delano Roosevelt assumiu a presidência, em 1933, propondo uma mudança na maneira de conduzir a economia. Em vez de confiar exclusivamente no liberalismo clássico, que defendia uma intervenção limitada do Estado, Roosevelt colocou o governo no centro da recuperação econômica por meio do New Deal, um conjunto de medidas conhecido pelos três Rs: Relief (alívio), Recovery (recuperação) e Reform (reforma), O primeiro R, o alívio, buscava socorrer os mais atingidos pela crise,

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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