
ESFARRAPADA PROMESSA DA CANETADA
Na campanha eleitoral, Fernando Collor prometeu acabar com a inflação com uma única canetada. O discurso era sedutor: bastaria chegar ao poder, assinar um decreto e colocar a economia nos trilhos. A realidade, porém, mostrou que os problemas econômicos não obedecem à tinta de uma assinatura. Agora, em outra campanha, a história parece se repetir, com um novo alvo: os juros. Promete-se reduzi-los como se a vontade política, por si só, fosse suficiente para fazer o dinheiro ficar mais barato. Mas quem faz esse tipo de promessa sabe, ou deveria saber, que a economia não funciona à base de slogans. Os juros dependem de uma complexa combinação de fatores, entre eles a inflação, as expectativas do mercado, a situação fiscal do país e as decisões do Banco Central, cuja atuação




