QUANDO O BRASIL COMEÇA

Dizem que, quando termina o Carnaval, começa o Brasil. Como se o país fosse um aluno distraído que só tira o caderno da mochila depois do último bloco passar. Durante dias, tudo é brilho, samba e promessa de que “depois a gente resolve”. A fila do banco espera, o buraco na rua ganha confete e a política entra no modo fantasia: todo mundo sorrindo, abraçando, jurando amor eterno ao povo. Mas a quarta-feira chega, implacável. O glitter resiste na orelha, o boleto não perdoa e a realidade bate à porta sem bateria nem mestre-sala. É aí que o Brasil, enfim, começa — ou recomeça — com seus velhos desafios, suas novas desculpas e aquela esperança teimosa de que, neste ano, a folia não seja maior que a responsabilidade. Porque o

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POLÍTICA OU PAUTA DE TRIBUNAL

Em Bragança, no Pará, a politicagem resolveu trocar os palanques pelos tribunais. Já não basta o voto; agora cada passo vira processo, cada discurso vira anexo, cada reunião rende uma petição inicial. A campanha, ao que parece, está ganhando togas. Há semanas em que a cidade acorda administrada por liminares e recursos. Noutras, vai dormir sob efeito de nova decisão e ganhando outra no dia seguinte. É uma semana pra cada despacho, como se o calendário eleitoral tivesse sido substituído por pauta de tribunal. Os grupos adversários conversam mais com seus advogados do que com os seus cabos eleitorais. Em vez de santinhos, estão distribuindo cópias de decisões; no lugar do jingle, citam jurisprudências. E assim segue a política bragantina – metade voto, metade carimbo.

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PREOCUPANTE?

O mundo político de Bragança, no nordeste paraense, não está tão preocupado apenas com a manutenção da cassação da vereadora Tati Rodrigues (PSDB), imposta pela própria Câmara Municipal e ratificada por última decisão da Justiça. Estaria agora voltado para as próximas eleições, como seria a campanha eleitoral deste ano das candidaturas de Lena Pinto (PSDB) para deputada federal e Renato Oliveira (MDB) para estadual? Indiretamente, há prejuízo ou não?

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A FALSIDADE PELO PODER

As atitudes demonstram que os políticos logo cedo estão sujeitos à célebre demência ou esquecimento muito natural nos idosos. Hoje doença denominada ‘mal de Alzheimer’. Pelo poder, todos esquecem as graves ofensas de antigos ‘adversários’ em discursos ou em outros meios de comunicações. Que por muitas vezes atingiram parentes ou aderentes que nada tinham a ver com a situação. Hoje, ‘os adversários’ saíram do inferno e convivem no paraíso recém construído por seus novos amigos.

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MAUS COSTUMES

A política brasileira está criando cargos públicos aparentemente não remunerados, apenas obrigatórios através das leis dos costumes. Surge então, a nova modalidade – o ‘prefeito-adjunto’, aquele que não passa de um ex-prefeito. que não conformado com o fim do mandato, continua acompanhando o prefeito em todos os momentos públicos, mesmo até naqueles considerados oficiais. A pergunta feita pelos munícipes – fazem por dedicação e vontade de trabalhar ou por outros interesses desconhecidos?

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COBRANDO PRODUTIVIDADE

Interessante como a sociedade virou fiscal de ponto. Cobra produtividade do servidor que chega às sete, do caixa que fecha o mês no vermelho, do vendedor que não bateu meta, do professor que “precisa inovar”. Quer relatório, quer resultado, quer eficiência — e com razão. Mas quando o assunto são parlamentares, a régua entorta. Pouco se pergunta sobre projetos relevantes apresentados, leis efetivamente aprovadas que mudaram a vida real das pessoas, presença nas comissões, coerência entre discurso e voto. A produtividade, nesse caso, parece se medir por curtidas nas redes sociais, discursos inflamados e fotos sorridentes ao lado de obras que nem sempre ajudaram a viabilizar. Curioso: cobramos do atendente a agilidade no balcão, mas não cobramos do legislador a agilidade nas soluções. Exigimos metas de quem executa, mas esquecemos

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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