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Pero Vaz de Caminha

TRANSFERINDO RESPONSABILIDADES

A política moderna transformou o velho roteiro da defesa em espetáculo. Quanto maior o malfeito ou a suspeita de corrupção, maior costuma ser o discurso de perseguição. Em vez de explicar os fatos, surgem acusações de represália, complôs e inimigos ocultos. A culpa quase sempre encontra um novo endereço. É como se o erro deixasse de existir diante da habilidade de transferir responsabilidades. Uns culpam adversários, outros culpam aliados, a imprensa, a Justiça ou até o passado. No fim, a verdade muitas vezes fica perdida no meio da fumaça das narrativas. Na política, pedir desculpas parece fraqueza. Mais eficiente virou transformar defesa em ataque e fazer do acusado uma vítima diante da plateia.

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Pero Vaz de Caminha

MEMÓRIA DO ELEITOR

As pesquisas eleitorais para deputados quase nunca conseguem retratar a realidade completa das urnas. O eleitorado é espalhado, os interesses mudam de região para região e cada candidato constrói suas fortalezas silenciosamente. Na cidade onde nasceu politicamente, no interior onde ajudou comunidades ou na região onde mantém alianças antigas, sempre haverá aquele candidato que parece imbatível. Para quem vive naquele pedaço do mapa, a impressão é de vitória fácil. Mas eleição proporcional é um quebra-cabeça muito maior do que aparenta. No fim, muitas pesquisas enxergam números. Já as urnas enxergam territórios, influência e a memória do eleitor.

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O VOTO NÃO É LOTERIA

Votar em candidato sem experiência para cargo executivo é como embarcar em um barco ainda sem teste nas águas revoltas da realidade. Na campanha tudo parece simples, discursos animam, promessas encantam e os sonhos são vendidos como certezas. Mas governar exige muito mais do que vontade ou popularidade momentânea. Acreditar apenas no que ainda não foi provado é transformar eleição em aposta. E apostas podem até dar certo, mas também podem cobrar caro quando a improvisação encontra os problemas reais de uma cidade, de um estado ou de um país. Experiência não garante perfeição, porém a falta dela quase sempre traz aventuras perigosas para quem depende das decisões do poder público.

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ELEIÇÃO DE DILMA COMO EXEMPLO

Dilma Rousseff entrou na disputa presidencial cercada de dúvidas. Muitos políticos experientes, analistas e comentaristas diziam que ela não teria o carisma eleitoral necessário para conquistar o povo brasileiro. Afinal, era vista como uma figura técnica, sem o histórico de campanhas populares que outros líderes possuíam. Mas esqueceram de um detalhe importante da política: quando um líder forte transfere confiança ao seu escolhido, o impossível pode virar realidade. Apoiada por Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma não apenas venceu a eleição, como também conseguiu a reeleição em um cenário ainda mais difícil. A política brasileira já mostrou muitas vezes que previsões apressadas costumam cair diante das urnas. No fim, quem decide não é comentarista de televisão nem roda de bastidores, mas sim o eleitor diante da cabine de votação.

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APOIADORES POR INTERESSES

Os grandes conquistadores da antiguidade pareciam invencíveis enquanto marchavam cercados de soldados pagos, aliados de ocasião e aduladores de guerra. Os “mercenários” sustentavam tronos, expandiam impérios e alimentavam a falsa sensação de eternidade no poder. Mas a história nunca escondeu sua lição: quando faltou o ouro, a confiança ou o interesse, os mesmos braços que defendiam passaram a abandonar. E a queda, antes inimaginável, tornou-se inevitável. Quem governa apoiado apenas na conveniência descobre tarde que lealdade comprada tem prazo de validade. Impérios ruíram não pela força dos inimigos, mas pelo vazio deixado quando os interesses desapareceram.

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A BAJULAÇÃO ATRAPALHA MAIS QUE A OPOSIÇÃO

Nas cortes de antigamente havia sempre as cortesãs e os cortesãos especializados em aplausos, elogios exagerados e sorrisos calculados. Mudaram os palácios, trocaram-se os tronos por gabinetes com ar-condicionado, mas o velho costume continua firme na administração pública. Enquanto os problemas reais esperam solução, os bajuladores ocupam espaço, criam ilusões de grandeza e afastam quem fala a verdade. Governar cercado apenas de aplausos é como dirigir no escuro acreditando que a estrada está perfeita. No fim, nada mudou. A corte continua existindo, apenas adaptada aos tempos modernos, onde a vaidade ainda atrapalha mais que a oposição.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

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