
O PODER EM PRIMEIRO LUGAR
Já se disse, em diferentes ocasiões, que todo político precisa ter aptidão para o poder. Discordamos, em parte. Talvez sim, talvez não. Afinal, uma coisa é ter capacidade para exercer o poder; outra, bem diferente, é fazer dele um objetivo permanente, quase uma obsessão, capaz de justificar os caminhos mais tortuosos. Na política, há quem compreenda o poder como instrumento para realizar ideias, administrar interesses e servir à coletividade. Há, porém, aqueles que parecem enxergar nele a própria razão de existir. Para estes, pouco importa a coerência de ontem ou a palavra empenhada anteontem. O que vale é a possibilidade de chegar, permanecer ou voltar ao lugar de onde se pode mandar. E, nessa corrida, como já se disse em célebre expressão, alguns mandam os escrúpulos às favas. Convenhamos, entretanto,




