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Pero Vaz de Caminha

OUTRA DESISTÊNCIA E NEUTRALIDADE

A corrida à Presidência da República perdeu mais um nome. Aécio Neves anunciou que não disputará o Palácio do Planalto nas próximas eleições. O ex-governador de Minas Gerais permanecerá na presidência nacional do PSDB e concentrará seus esforços na candidatura ao Senado pelo estado mineiro. A decisão reforça o momento de reorganização vivido pelo partido, que também optou por manter uma posição de neutralidade na disputa presidencial. Sem lançar candidato próprio e sem declarar apoio oficial a outra candidatura, o PSDB busca preservar sua unidade interna enquanto avalia os desdobramentos do cenário político. A saída de Aécio da disputa evidencia as dificuldades enfrentadas pelas legendas tradicionais para construir candidaturas competitivas em um ambiente político cada vez mais polarizado. Ao mesmo tempo, abre espaço para novas articulações e alianças, que devem

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Pero Vaz de Caminha

FEDERAÇÃO PP-UNIÃO DISCUTE NEUTRALIDADE

Na política, o apoio de ontem nem sempre resiste aos fatos de hoje. Os recentes desgastes envolvendo a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro reacenderam movimentações nos bastidores e abriram espaço para novas estratégias entre partidos que preferem observar o cenário antes de assumir compromissos definitivos. Nesse contexto, a Federação PP-União caminha para consolidar uma posição de neutralidade na disputa pela Presidência da República. A decisão, segundo os últimos noticiários, reflete a busca por preservar margem de negociação e evitar um alinhamento precipitado em um ambiente político cada vez mais dinâmico. Em Brasília, onde alianças se constroem e se desfazem com rapidez, a neutralidade pode representar menos indecisão e mais cálculo eleitoral.

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Pero Vaz de Caminha

QUEDA DE IMPÉRIOS

Houve um tempo em que Roma parecia eterna. Sua força militar, sua organização, sua cultura e sua influência faziam acreditar que nenhum poder seria capaz de abalá-la. Aos olhos do mundo, o império era invencível. Mas o tempo, que constrói grandezas, também as desgasta. Roma perdeu seu brilho e deixou para trás mais perguntas do que respostas definitivas. Historiadores apontam diferentes causas para sua queda, mas nenhuma explicação, isoladamente, consegue resumir o fim de um império tão grandioso. Talvez a maior herança de Roma não seja apenas suas estradas, suas leis ou seus monumentos, mas a lição silenciosa de que nenhum poder é eterno. Assim como as estações do ano, os impérios também têm seus ciclos: nascem, crescem, atingem o auge e, inevitavelmente, cedem lugar a novos tempos.

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CHICÃO NO ANIVERSÁRIO DE BRAGANÇA

Em meio à festa pelos 413 anos de Bragança, no nordeste paraense, a política também encontrou seu espaço entre os cumprimentos, abraços e conversas de bastidores. O presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB), marcou presença na celebração e aproveitou a ocasião para reforçar o diálogo com lideranças da região. Pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro, Chicão circulou pelo evento conversando com diversos políticos, entre eles o presidente da Câmara Municipal, vereador Júnior do Pneu (MDB). Em ano de articulações, aniversários de cidades acabam sendo mais do que comemorações: tornam-se pontos de encontro onde tradição, política e expectativas para o futuro caminham lado a lado.

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O VITIMISMO NA DIFICULDADE

Há algo curioso no poder: quanto mais passageiro ele é, mais alguns acreditam que será eterno. Bastam uma cadeira, um cargo ou um título para que o narcisismo, a soberba e a arrogância ocupem o lugar da humildade. O que antes era diálogo transforma-se em imposição; o respeito dá lugar ao sentimento de superioridade. Mas o tempo, que não costuma fazer distinções, muda os cenários. E aqueles que ontem se julgavam intocáveis, quando enfrentam dificuldades, frequentemente vestem o manto do vitimismo. Esquecem a firmeza que exigiam dos outros e passam a pedir compreensão para si. Talvez a maior prova de caráter não esteja em como alguém exerce um poder temporário, mas em como trata as pessoas enquanto o possui — e em como enfrenta a própria queda quando o tempo

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MISTURANDO COM PORCOS

Há provérbios que atravessam gerações porque continuam encontrando lugar na vida cotidiana. Um deles ensina: ‘Quem com os porcos se mistura, farelo come’. A sabedoria popular lembra que companhias, atitudes e escolhas acabam revelando muito sobre quem somos. À luz desse adágio, chama a atenção a postura do presidente norte-americano Donald Trump, frequentemente disposto a ofender nações e lideranças, como se sua própria trajetória estivesse livre de controvérsias e episódios nebulosos. A história, porém, costuma ser um espelho pouco complacente: antes de apontar o dedo para os outros, convém olhar para as próprias marcas. O velho provérbio permanece atual. A arrogância e a intolerância raramente produzem bons frutos. Por isso, vale o alerta: todo cuidado é pouco com as companhias e os exemplos que se escolhe seguir. Afinal, quem se

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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