QUEM É QUEM?

Dizem por aí que, se o STF resolvesse montar escritório no Congresso, ninguém perceberia a mudança. As togas caminhariam pelos corredores como quem atravessa seu próprio quintal, enquanto os ternos dos parlamentares se ajeitariam nas cadeiras altas como se sempre tivessem pertencido ali. No fundo, a confusão não estaria na troca de endereço, mas na troca de papéis — porque, de vez em quando, parece mesmo que um julga como quem legisla, e o outro legisla como quem quer julgar. O povo, lá de fora, olha o prédio espelhado e pergunta: “Mas afinal, onde termina um e começa o outro?”. E a resposta, quase sempre, se esconde atrás de portas pesadas, de decisões que chegam tarde e de discursos que chegam cedo demais. E assim seguimos, imaginando esse país onde

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PRÁTICA EXPOSTA

Como sempre acontecem, voltam as especulações sem fundamentos de anúncios de candidaturas precoces em ano pré-eleitoral. Para cargos majoritários tanto no âmbito federal como no estadual. Na maioria são apenas mercadorias expostas para negociações futuras. A estratégia é antiga e bastante surrada. Não passa de jogada no tabuleiro do xadrez político, quando uma pedra é entregue de maneira proposital para que o enxadrista adversário possa ‘comer outras’. Enfim, pura malandragem que não ‘cola’ mais.

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FALTA DE RESPEITO

Dizem que, lá pelos corredores silenciosos do Congresso Nacional, as estátuas de Ruy Barbosa e Ulysses Guimarães já não conseguem sustentar o bronze sem suspirar. O povo, ao passar, olha para cima e sente vergonha alheia em nome delas. E então começa o burburinho: “Tirem essas estátuas daqui. Elas não merecem assistir a isso.” Não é protesto contra o passado — é pudor pelo presente. Porque os velhos gigantes, que tanto falaram de liberdade, Constituição e decência pública, agora servem de plateia involuntária a um espetáculo que eles jamais assinariam. Ficam ali, imóveis, observando decisões que desafiam exatamente aquilo que os ergueu no lugar de honra. E o povo, que ainda acredita em símbolos, pede sua retirada como ato de respeito — não aos parlamentares de hoje, mas aos de

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SEMELHANÇAS

O comediante Tiririca (palhaço), se candidatou a alguns anos atrás a deputado para dizer o que faz um parlamentar. Depois abandonou a política, e nunca contou o que faz um deputado brasileiro. Passou um bom tempo no cargo, apenas desfrutando os benefícios, os mesmos indecentes de sempre, que os demais desfrutavam e ainda continuam desfrutando. Portanto, deu apenas pra perceber que a sua verdadeira profissão a de palhaço se confunde bastante com a temporada circense que passou no Congresso Nacional.

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SEM REALIDADE

Dizem que o parlamento é o espelho da sociedade. Se for verdade, talvez o Brasil precise urgentemente trocar de vidro — ou aceitar que a imagem refletida nunca foi exatamente a que gostaríamos de ver. Porque ali, no plenário, o país aparece inteiro: o barulho, as certezas frágeis, os debates que começam nobres e terminam em torcidas organizadas. A pressa em apontar culpados e a lentidão em assumir responsabilidades. A convicção fácil, a memória curta, o improviso como método. O jeitinho que resolve, o orgulho que atrapalha, o interesse que sempre acha um modo de se nomear “bem comum”. Mas também há no reflexo aquilo que a gente teima em esquecer: a diversidade barulhenta, as histórias que não se repetem, a coragem de alguns poucos, a teimosia de outros tantos,

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OPORTUNISTAS DO PERÍODO

As más companhias no período eleitoral são como sombras que só aparecem quando a luz do poder acende. De repente, surgem amigos que nunca existiram, aliados que brotam do chão e conselheiros que sabem tudo — menos quem você realmente é. Eles batem nas costas, apertam a mão, elogiam com entusiasmo ensaiado. Querem proximidade, mas não compromisso; parceria, mas não responsabilidade. No fundo, são como passageiros oportunistas que só sobem no ônibus quando ele parece cheio de chances e descem no primeiro solavanco. No período eleitoral, eles se multiplicam, rondam, sussurram, oferecem atalhos. Mas basta o resultado sair para que desapareçam tão rápido quanto chegaram — deixando apenas o silêncio e a certeza de que companhia boa, mesmo, não muda com o calendário.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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