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Pero Vaz de Caminha

FALTA DE AUTOCONFIANÇA E PREPARO

Querer ser líder é muito mais do que desejar o protagonismo ou ocupar o centro das atenções. Liderar exige firmeza, coerência e, sobretudo, responsabilidade com aquilo que se diz publicamente. Na política, mudar de opinião não é necessariamente um defeito. Reconhecer erros e rever posições pode ser sinal de maturidade. O problema começa quando a mudança deixa de ser fruto da reflexão e passa a parecer conveniência, quando hoje se afirma com convicção, aquilo que amanhã se nega sem constrangimento. Um líder não precisa ter todas as respostas, mas precisa saber sustentar suas posições e assumir as consequências de suas palavras. A indecisão permanente transmite insegurança, enfraquece a confiança e coloca em dúvida a própria capacidade de conduzir pessoas e projetos. Afinal, quem pretende liderar precisa compreender que a palavra

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Pero Vaz de Caminha

O MELHOR ESTADO

O estado feliz de espírito não permite ofender ninguém. Somente alegrias. O desespero na reta final de uma campanha em uma situação difícil, em qualquer segundo turno é representado pela falta de argumentos e um número excessivo de ofensas sem o menor sentido. Por esta ação atabalhoada e despropositada é possível acreditar e anotar uma prévia derrota dos que tomam este tipo de atitude. Como dizia o barão de Itararé, o humorista da democracia (foto) – Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar.

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Pero Vaz de Caminha

NA CRISE O FIM DO LIBERALISMO CLÁSSICO

Em 1929, os Estados Unidos mergulharam em uma das maiores crises econômicas da história: a Grande Depressão. Bancos faliram, empresas fecharam as portas e milhões de pessoas perderam seus empregos. Diante desse cenário, a ideia de que o mercado conseguiria se recuperar sozinho já não parecia suficiente para enfrentar o sofrimento da população. Foi nesse contexto que Franklin Delano Roosevelt assumiu a presidência, em 1933, propondo uma mudança na maneira de conduzir a economia. Em vez de confiar exclusivamente no liberalismo clássico, que defendia uma intervenção limitada do Estado, Roosevelt colocou o governo no centro da recuperação econômica por meio do New Deal, um conjunto de medidas conhecido pelos três Rs: Relief (alívio), Recovery (recuperação) e Reform (reforma), O primeiro R, o alívio, buscava socorrer os mais atingidos pela crise,

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Pero Vaz de Caminha

É OU NÃO É?

Em uma disputa eleitoral, quando um candidato passa praticamente toda a campanha criticando e combatendo as propostas do adversário, mas, às vésperas da eleição, muda de posição e passa a defendê-las, algumas perguntas tornam-se inevitáveis: o que mudou — suas convicções ou sua estratégia eleitoral? A mudança de opinião é legítima quando resulta de reflexão, diálogo ou reconhecimento de que o outro lado tem razão. Entretanto, quando ocorre justamente no momento decisivo da campanha, sem explicações convincentes, pode levantar dúvidas sobre a coerência, a transparência e a autenticidade do discurso político. O eleitor tem o direito de saber se está diante de uma evolução de pensamento ou de uma tentativa de conquistar votos a qualquer custo. Afinal, governar exige princípios, responsabilidade e clareza de propósitos, não apenas discursos moldados conforme

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Pero Vaz de Caminha

O ‘DÚBIO’ E O PASSADO QUE NÃO PASSA

Logo após construir um golpe que, a princípio, parecia ser anunciado como uma ponte para o futuro, o governo de Michel Temer começou a revelar as contradições de seu próprio discurso. Em maio de 2016, logo no início de sua gestão, extinguiu o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, sinalizando que determinadas pautas, embora indispensáveis à construção de uma sociedade democrática, poderiam ser rebaixadas à condição de despesas dispensáveis na reorganização do Estado. A política brasileira tem dessas ironias: vende-se o amanhã com as palavras de ordem da modernização, da responsabilidade e da governabilidade, mas, quando as portas do poder se abrem, são os compromissos sociais que frequentemente ficam do lado de fora. A promessa de futuro, nesse caso, parecia atravessar uma ponte cujos primeiros passos

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Pero Vaz de Caminha

IRIA ACABAR COM A INFLAÇÃO COM UM TIRO SÓ

Em 1989, Fernando Collor de Mello chegou à Presidência cercado pelo apoio de setores da elite brasileira e com ampla exposição na TV Globo, que teve papel marcante na cobertura da campanha eleitoral. Apresentado como o homem que colocaria fim à inflação e modernizaria o país, vendeu aos brasileiros a promessa de resolver, com um só tiro, um dos maiores problemas da economia nacional. Mas, em março de 1990, logo no início do governo, veio o Plano Collor. Em nome do combate à inflação, o governo bloqueou os valores das cadernetas de poupança, contas-correntes e outras aplicações financeiras que ultrapassavam 50 mil cruzados novos. De uma hora para outra, milhões de brasileiros viram suas economias ficarem retidas no Banco Central, com a promessa de devolução posterior, parcelada, após 18 meses.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

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