
O FANTASMA QUE ASSUSTA O TRUMP
Durante décadas, bastava pronunciar a palavra “comunismo” para que governos, estrategistas e potências internacionais justificassem alianças, intervenções e disputas por influência na América Latina. Era o tempo da Guerra Fria, quando a ideologia parecia explicar todos os movimentos do tabuleiro geopolítico. O mundo, porém, mudou. O muro caiu, a União Soviética desapareceu e a economia global passou a girar em torno de novos interesses. Mesmo assim, o velho fantasma ainda é convocado ao debate, como se o calendário tivesse parado no século passado. Há analistas da política internacional que sustentam que o comunismo, hoje, funciona mais como um discurso mobilizador do que como a verdadeira razão das disputas. O centro da questão estaria em outro lugar: na transformação da economia mundial e na redistribuição do poder econômico. Nesse cenário, a




