PRA DEPUTADO FEDERAL

Na rotina previsível da política local, onde discursos muitas vezes soam como ecos de promessas antigas, um vereador de Bragança no Pará, parece caminhar em sentido contrário. Enquanto muitos se limitam ao protocolo, ele circula pelas ruas, escuta, anota, retorna. Não se trata apenas de aparecer — há um certo compromisso que insiste em permanecer depois que as câmeras se vão. Entre uma visita e outra, seu nome começa a atravessar conversas de esquina, ganhar espaço nas feiras, surgir nas rodas de fim de tarde. Alguns cidadãos já não o veem apenas como representante do município, mas como alguém que poderia levar essa mesma inquietação para voos maiores. Falam, ainda com cautela, mas com brilho nos olhos, sobre a possibilidade de lançá-lo a deputado federal nas próximas eleições. Talvez seja

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TEMPO DO PIRULITO

Na política partidária em momentos de campanhas eleitorais. a reclamação vem quando o sapato aperta e o calo fica dolorido, antes todos são bons e merecem carinhos, ao invés de impropérios. Algo não atendido é o ponto de partida das bravatas e inconsequências verbais, disfarçando uma chantagem emocional. Antes pelo contrário a convivência era espetacular. Cheia de bons planos e sonhos maravilhosos. Diante do impasse ocasional, até os adversários passam a ser amigos de longas datas. Lembrando os beicinhos expostos sinalizando aborrecimentos, ao perder um pirulito. Isto no tempo infantil.

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O USO DAS MÃOS

Na disputa pelo poder é possível entender o que já advertia Augusto dos Anjos, em outras situações: a mesma mão que afaga também apedreja. Entre gestos de apoio e atos de traição, revela-se a dualidade humana — onde o interesse muitas vezes fala mais alto que a lealdade. É curioso observar: ontem, eram abraços, tapinhas nas costas, promessas ditas quase ao pé do ouvido. Hoje, as mesmas mãos se levantam — não mais em gesto de afeto, mas de ataque. Aplausos viram pedras com uma rapidez que assusta, mas nunca surpreende. No jogo do poder, o carinho costuma ter prazo curto. Ele dura enquanto convém, enquanto serve, enquanto soma. Depois disso, transforma-se sem cerimônia. E é aí que a frase ganha corpo, deixa de ser poesia e vira retrato: a

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FAÇAM SUAS APOSTAS

O clima político no Pará anda com cheiro de dados lançados ao vento. Algumas candidaturas à Câmara e à Assembleia só apostam. É o típico momento em que estratégia vira apenas instinto. Alianças surgem como quem encontra abrigo na chuva: rápidas, necessárias e, às vezes, frágeis. Há quem ainda finja controle, mas no fundo sabe — o jogo já começou. É o velho “Alea jacta est” em versão paraense: entre promessas, palanques e silêncios, os dados estão rolando. E, agora, não há mais como recolhê-los.

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ANTIGA SOFRÊNCIA

Por muito tempo dividiram o mesmo palanque, o mesmo riso ensaiado e até o silêncio cúmplice das decisões difíceis. Parceiros — daqueles que se reconheciam no olhar, que discordavam em voz baixa e concordavam em público e em voz alta. Hoje vestem-se de convicções rígidas, trocam farpas como quem troca cumprimentos antigos, e parecem esquecer — ou fingem esquecer — que já foram até comparsas em várias oportunidades. Talvez nunca tenham deixado de ser semelhantes. Apenas descobriram que, era mais útil ser adversário do que aliado. Seguem disfarçadamente, como possíveis eternos litigantes, sustentando embates que, no fundo, ainda carregam ecos de antigas parcerias.

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SEM SAÍDA

Na política de verdade, não há espaço para o “eu acho”. Achismo é terreno fértil para confusão, não para decisão. Quem governa — ou opina com responsabilidade — precisa se apoiar em fatos, dados e evidências, não em boatos que correm mais rápido que a própria verdade. Vivemos tempos em que uma notícia sem fundamento ganha força em minutos, mas suas consequências podem durar anos. E é aí que mora o perigo: quando a opinião substitui o conhecimento, a política deixa de ser instrumento de transformação e vira palco de ruído. Política séria exige compromisso com a realidade, mesmo quando ela é incômoda. Exige checar antes de compartilhar, ouvir antes de julgar, entender antes de reagir. Porque, no fim, governar — e participar da vida pública — não é sobre

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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