
INOPERÂNCIA E A OPERÂNCIA FALSA
De repente, o político antes especializado em “vamos analisar”, transforma-se em homem de ação. Câmeras aparecem, capacetes são vestidos, máquinas são ligadas e inaugurações começam a brotar como cogumelos depois da chuva. O marqueteiro, especialista em milagres, entra em cena. Uma obra inacabada vira “projeto histórico”. Uma pintura de meio-fio ganha trilha sonora épica. E uma simples placa recém-instalada é filmada de tantos ângulos que parece a inauguração de uma metrópole. É a chamada falsa operância : não importa tanto fazer, mas parecer que está fazendo. E o eleitor, diante de tanta eficiência repentina, fica com uma dúvida: — Se trabalham tanto agora, onde estavam durante os anos anteriores? Afinal para alguns políticos, a obra mais urgente não é a que beneficia a população. É a propaganda que precisa ficar




