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Pero Vaz de Caminha

NOVA LÓGICA

No passado, repetia-se com convicção quase mítica que quem dominasse os oceanos teria o mundo nas mãos. Eram tempos de velas enfunadas, mapas incompletos e impérios que se erguiam sobre rotas marítimas traçadas à força de coragem e canhões. O mar, era estrada e fronteira, promessa e ameaça — e quem o controlava, controlava o fluxo da história. Hoje, já não se fala em oceanos inteiros, mas em gargalos. Basta um ponto no mapa, estreito e tenso, para fazer o mundo prender a respiração. O Estreito de Ormuz, por exemplo, tornou-se símbolo dessa nova lógica: não é preciso possuir tudo, apenas saber onde apertar. Mudaram os navios, mudaram as bandeiras, mas a ideia persiste — o poder ainda navega. Só que agora, em vez de cruzar mares abertos, ele se

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Pero Vaz de Caminha

REFÉM DE SUAS ESCOLHAS

No começo, sua assinatura valia mais do que palavra dada em mesa de bar. Era ele quem decidia, quem aprovava, quem encerrava conversas com um simples “deixe comigo”. Hoje, porém, o gesto de segurar a caneta vinha carregado de um peso estranho — não o da responsabilidade, mas o do receio. Os antigos parceiros, aqueles das decisões rápidas e dos atalhos convenientes, continuavam por perto. Não por lealdade, como ele gostava de imaginar no passado, mas por cálculo. Sabiam demais. Guardavam fragmentos de conversas, registros oportunos, silêncios comprados. Cada um deles carregava, invisível, um pequeno dossiê. E ele sabia disso. Por isso, já não cortava caminhos — era conduzido por eles. Cada reunião parecia um jogo de espelhos, onde qualquer movimento podia refletir algo indesejado. Evitava contrariar, adiava decisões, concordava

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Pero Vaz de Caminha

IMPEDIDOS POR SEGREDOS

Cercada de razões a frase atribuída ao imperador romano Júlio César, na Roma Antiga – “não basta ser honesto, tem que parecer honesto” – destaca que a reputação e a percepção pública são tão cruciais quanto a virtude real.  A transparência e a imagem de integridade evitam suspeitas e garantem confiança no ambiente pessoal, profissional e político. O rápido afastamento de agentes de governo, muitas vezes não passam de demonstrações exatamente para o público. Enquanto que outros continuam por imperiosidade do conhecimento dos malfeitos como um todo.

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Pero Vaz de Caminha

LAMENTÁVEL

Infelizmente a imprensa não é mais a mesma. Embora a tecnologia tenha tido bastante avanços. Por incrível que possa parecer o jornalismo paraense até o momento não conseguiu identificar aqueles universitários, que com taser aplicavam choques em mendigos. Tudo indica não haver mais o célebre repórter investigativo, ou não há interesse na direção dos periódicos na devida divulgação.  

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Pero Vaz de Caminha

O INVEJOSO

Cremos que um dos piores sentimentos existentes no ser humano – é a inveja. Não é por menos que é observada no primeiro livro (Gênesis), do VelhoTestamento, na Bíblia, por ter provocado o primeiro fratricídio. Quando Caim teria assassinado o irmão Abel por inveja de sua aceitação divina. A inveja na política brasileira é sempre acompanhada de uma força destrutiva que pode ser considerada um “pecado capital”. Tudo por não possuir o brilhantismo que o outro teria em sobra.

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Pero Vaz de Caminha

POLÍTICA E MARÉ

Por aqui já foi dito, mas não custa repetir – a política é como maré, tem hora que enche, tem hora que vaza. A preocupação quando uma candidatura está na enchente, é com o entulho que vem trazido pela maré. Por outro lado, há quem diga, que em política nunca devemos ciscar para fora. Resultado; na campanha deve ser de acordo com o refrão musical, “deixa a vida me levar”. Não há como ser contra a vontade do povo. Quando o povo quer é como fogo ladeira acima ou água ladeira abaixo, ninguém segura e ninguém deve ser contra.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

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