
A PACIÊNCIA ELEITORAL
Há momentos em que a vontade de ser o maior acaba nos fazendo pequenos. Na ânsia de mostrar força, competência e capacidade, queremos dizer tudo, fazer tudo e provar tudo — de preferência, para ontem. A paciência parece um luxo, o silêncio passa a ser confundido com fraqueza e cada minuto precisa ser preenchido por uma demonstração de que somos capazes de realizar grandes coisas. Mas nem sempre é assim que as grandes coisas acontecem. Há objetivos que precisam de tempo, ideias que amadurecem no silêncio e caminhos que não se constroem correndo. A pressa pode até produzir movimento, mas movimento não é necessariamente avanço. Às vezes, correr demais é apenas uma maneira mais rápida de se afastar do destino. Dizem que a pressa é inimiga da perfeição. Talvez seja




