Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

RÓTULO QUE VIRA ESTIGMA

Na política, nem sempre os ataques mais perigosos vêm em forma de críticas abertas ou acusações contundentes. Muitas vezes, chegam disfarçados de comentários despretensiosos, ditos ao acaso, como quem não quer nada. Uma frase aqui, uma insinuação ali, e assim vai sendo construída, lentamente, uma imagem negativa capaz de comprometer uma candidatura. O político que busca a reeleição precisa estar atento a esse jogo. Seus adversários sabem que nem sempre é necessário atacar de frente; basta repetir determinadas ideias, alimentar pequenas suspeitas e deixar que o tempo faça o restante. O que começa como uma observação aparentemente inocente pode, pela repetição, transformar-se em rótulo. E rótulos, quando se fixam na opinião pública, são difíceis de remover. O perigo está justamente na sutileza desse processo. Quando o político percebe, aquilo que

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

DE MALAS E CUIAS

Alguns deputados e prefeitos do Pará já estavam com as malas e as trouxas prontas para pular a cerca e atravessar para o outro lado, numa manobra que cheirava a traição política. Mas, eis que algo aconteceu na noite de domingo, após a declaração do presidente do TSE sobre o resultado das eleições presidenciais. O entusiasmo dos mais apressados deu lugar à cautela, e o passo atrás foi quase imediato. Parece que, de repente, descobriram que as cercas não eram tão fáceis de transpor: tinham arame farpado, e o risco de sair arranhado era grande. Na política, como se sabe, a coragem de muitos depende da direção dos ventos e, sobretudo, de quem parece estar ganhando a tempestade. Por enquanto, as malas voltaram para o canto, as trouxas continuam fechadas

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

FALTANDO ALTRUÍSMO

Será que falta altruísmo àqueles que não sabem aceitar a derrota em uma disputa? Na política, onde o interesse coletivo deveria prevalecer sobre as ambições pessoais, perder parece, para alguns, algo inadmissível. Incapazes de reconhecer a vontade da maioria, preferem alimentar a discórdia, contestar resultados e transformar o inconformismo em espetáculo. Recorrem, então, ao velho jus sperniandi, o suposto direito de espernear diante de uma derrota. Esperneiam, questionam, acusam e, muitas vezes, ignoram que toda disputa democrática pressupõe uma regra fundamental: saber ganhar, mas também saber perder. O problema não está em contestar, pois questionar é legítimo quando há fundamentos. O problema começa quando a contestação deixa de buscar a verdade e passa a servir apenas ao orgulho ferido de quem não aceita o resultado. Talvez seja justamente aí que

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

JADER BARBALHO 82

A história transmite que todo líder, é amado ou odiado. É difícil encontrar unanimidade. O grande líder ultrapassa os tempos normais de duração na vida pública. Principalmente em um regime democrático. Não há o que discutir sobre a longeva liderança do atual senador Jader Barbalho, que amanhã 27/10 estará completando 82 anos de idade. Conseguindo quase todos os cargos eletivos existentes no Brasil. Cerca de 60 anos na vida política, perdeu apenas uma eleição. Para governador, quando Almir Gabriel conseguiu a reeleição. Nunca foi candidato a prefeito, nem a vice-presidente ou a presidente da República. Começou a carreira política como vereador de Belém do Pará. Um dos fundadores do PMDB, e nunca mudou de partido. Nossos parabéns, ao grande líder paraense.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

O DIREITO DE DECIDIR

A grande diferença entre a democracia e a ditadura está no direito de escolher. Na democracia, o povo tem voz, tem vontade política e pode expressar suas opiniões, inclusive nas urnas, elegendo seus representantes ou retirando-lhes o apoio quando não correspondem às suas expectativas. Na ditadura, ao contrário, a vontade popular é sufocada pelo poder de poucos. O cidadão perde a liberdade de escolher, de contestar e, muitas vezes, até de falar o que pensa. A democracia não é perfeita, pois depende de escolhas humanas, que nem sempre são acertadas. Mas tem uma grande vantagem: permite corrigir os erros pelo voto, sem que seja necessário recorrer à força. Na democracia, o povo pode mudar os governantes; na ditadura, os governantes tentam impedir que o povo mude o rumo da história.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

A MENTIRA REPETIDA NO NAZISMO

Há mentiras que, de tanto serem repetidas, começam a vestir a roupa da verdade. Não porque tenham adquirido fundamento, tampouco porque resistam ao confronto com os fatos, mas porque a repetição, quando bem calculada, tem o poder de anestesiar a dúvida e transformar o absurdo em algo familiar. E aquilo que se torna familiar, para muitos, acaba parecendo verdadeiro. A propaganda nazista compreendeu muito bem a força desse mecanismo. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, tornou-se associado à ideia de que a repetição sistemática poderia moldar a percepção coletiva e servir aos interesses de um regime totalitário. Mais do que informar, a propaganda pretendia fabricar consensos, eleger inimigos e converter preconceitos em certezas. A mentira, nesse contexto, não era um deslize: era um instrumento de poder. O mais inquietante

Leia Mais »

PUBLICIDADE

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[yop_poll id="2"]
OUTRAS NOTÍCIAS
Desenvolvido Por Belém Sistemas (91) 98079-5456