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Pero Vaz de Caminha

ATITUDES REVELAM UMA CANDIDATURA

Há momentos em que o discurso diz uma coisa, mas a atitude pública revela outra. Palavras podem ser cuidadosamente escolhidas, ensaiadas diante das câmeras e repetidas tantas vezes que parecem verdades absolutas. Mas é nas reações, nos gestos e nas decisões diante das situações inesperadas que talvez apareça algo mais próximo daquilo que realmente se pretende fazer. Uma candidatura pode ser observada não apenas pelo que promete, mas pela maneira como reage quando é contrariada, questionada ou colocada diante de um problema. É nesses pequenos episódios, muitas vezes fora do roteiro, que a encenação perde força e a postura ganha significado. No fundo, todo discurso público tem um pouco de teatro: há cenário, personagens, falas e aplausos. O eleitor, porém, não precisa olhar apenas para o palco. Pode prestar atenção

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Pero Vaz de Caminha

PARA LEMBRAR SEMPRE

Ela partiu em uma data como a de hoje. Mudou pra melhor. Mas diariamente sinto a presença dela ao meu lado, sempre me guiando como fazia todo dia quando por aqui estava. O carinho físico, este não tenho mais, no entanto o espiritual me afaga. Saudades, até ao nosso próximo encontro.

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Pero Vaz de Caminha

ENSINAR SEM TERRORISMO

Há uma diferença enorme entre ensinar a fé e impor o medo. A catequese cristã, quando verdadeiramente inspirada no legado de Cristo, deveria começar pelo amor, pela acolhida, pela paciência e pelo exemplo. Afinal, Jesus não parece ter conquistado corações pela ameaça, mas pela misericórdia, pelo perdão e pela capacidade de enxergar o ser humano para além de seus erros. Por isso, tenho apreço por aqueles que compreendem que ensinar o cristianismo é, antes de tudo, apresentar um caminho de amor. Gente que orienta sem humilhar, corrige sem aterrorizar e ensina sem transformar a fé em um fardo de cobranças. Em contrapartida, causa-me desapreço ver a doutrinação assumir a forma de uma espécie de lavagem cerebral: culpa em excesso, ameaças, terrorismos espirituais e a ideia de que questionar é pecado.

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Pero Vaz de Caminha

COMPRA DE VOTOS

Começam as fiscalizações sobre transgressões e crimes eleitorais. E, neste período, uma coisa parece estar muito clara: ficam no mesmo patamar aqueles que oferecem e aqueles que aceitam. Afinal, compra e venda de votos não existem sem os dois lados do balcão. Nestas eleições, cresce a preocupação das autoridades e dos analistas com essa prática criminosa. O assunto volta às rodas de conversa, aos bastidores e às esquinas onde a política costuma ganhar versões próprias. Mas, na Pérola do Caeté, a história seria diferente. Por aqui, dizem os mais antigos, nunca houve essa tradição. E, se depender do que se ouve pelas ruas, continua não havendo. Resta esperar que as urnas confirmem o discurso — e que o voto continue sendo livre, consciente e, principalmente, sem preço.

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SEM USO DE HERMENÊUTICAS

Sem dúvidas, a Justiça deve ser uma das grandes garantidoras da democracia. É justamente por isso que sua força não pode depender de conveniências, amizades ou alianças circunstanciais. Quando se abre a chamada “caixa de Pandora”, é preciso ter coragem para lidar com aquilo que dela emerge. Não parece razoável escancarar verdades, levantar suspeitas, provocar instituições e mobilizar a sociedade para, logo depois, fechar a tampa às pressas quando o conteúdo ameaça alcançar amigos, aliados ou interesses próximos. A democracia não combina com dois pesos e duas medidas. A Justiça precisa ser firme quando a verdade incomoda e ainda mais firme quando ela atinge os que estão ao nosso lado. Afinal, não há justiça verdadeira quando a régua muda conforme o nome de quem está sendo julgado. Talvez o maior

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Pero Vaz de Caminha

PROMESSA EM FESTEJO ANTECIPADO

Há estradas que levam a algum lugar. E há aquelas que parecem ter decidido permanecer no mesmo lugar por décadas. É o caso do trecho da rodovia federal entre Bragança e Viseu, no nordeste paraense. O tempo passa, os governos mudam, as promessas se renovam, mas o asfalto continua sendo uma espécie de promessa de campanha que nunca chega inteira ao destino. Ao que tudo indica, apenas o trecho entre Bragança e a vila de Curupatí foi concluído. De Curupatí até Viseu, a precariedade permanece, castigando moradores, motoristas, produtores e todos aqueles que dependem diariamente da estrada. Enquanto isso, houve até festejo antecipado, com presença de representante regional do DNIT e discursos que pareciam anunciar uma obra já realizada. Mas, na realidade, para quem enfrenta a estrada todos os dias,

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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