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Pero Vaz de Caminha

A FÉ DOS FIÉIS COMO MOEDA DE TROCA

Toda negociação envolve propostas, ofertas, recusas, concessões e, naturalmente, interesses. No mundo da política, especialmente em época eleitoral, esse jogo ganha contornos ainda mais curiosos quando os interlocutores são candidatos e líderes religiosos. Nessas conversas, o que estaria sobre a mesa? Promessas de obras, cargos, benefícios, apoio público, espaço de poder e compromissos para um futuro mandato. E, do outro lado, o que poderia ser oferecido? Para alguns, talvez, algo que não lhes pertence por direito: os votos dos fiéis. Afinal, voto não é mercadoria, embora certos acordos pareçam tratá-lo como tal. A fé, que deveria ser instrumento de esperança, solidariedade e consciência, pode acabar transformada em moeda de troca. O púlpito vira palanque, a orientação espiritual ganha ares de propaganda e o eleitor, em vez de cidadão livre, corre

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RENATO OLIVEIRA ACUSA DEPUTADO DE OPORTUNISTA

Segundo a coluna do jornalista Olavo Dutra, na aprovação do aumento de valor das emendas parlamentares na Alepa, o humorista Bob Fly (Podemos), hoje ainda deputado estadual, mas recém-eleito deputado federal teria sido bastante contundente no discurso contra a medida. Acusou os governistas de terem bloqueado durante quatro anos as emendas de deputados de oposição durante o governo Hélder. Em aparte no plenário, o deputado Renato Oliveira (Avante) teria chamado o colega de oportunista e lembrado que ele havia começado o mandato apoiando Helder para, depois, mudar de posição. Na avaliação de Renato, a mudança teria sido motivada por dinheiro. No final de tudo o Bob Fly, votou a favor do aumento.

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ELEIÇÃO NÃO É CONTO DE FADAS

Diz o velho ditado que quem conta um conto aumenta um ponto. Mas, na política brasileira, há quem aumente tantos pontos que acaba transformando a realidade numa verdadeira obra de ficção. No clássico da literatura infanto-juvenil, ‘As aventuras de Pinóquio’, de Carlo Collodi, o boneco de madeira ganha vida pelas mãos de Gepeto, mas logo descobre o caminho da mentira. A cada falsidade, seu nariz cresce, denunciando aquilo que sua boca tenta esconder. Uma história aparentemente destinada às crianças, mas que deveria ser leitura obrigatória para muitos adultos. Na política, sobretudo em períodos eleitorais, as promessas se multiplicam, os discursos ganham contornos de fantasia e a verdade, por vezes, fica esquecida num canto do palanque. Candidatos prometem o que não podem cumprir, distorcem fatos e apresentam como realidade aquilo que

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ESFARRAPADA PROMESSA DA CANETADA

Na campanha eleitoral, Fernando Collor prometeu acabar com a inflação com uma única canetada. O discurso era sedutor: bastaria chegar ao poder, assinar um decreto e colocar a economia nos trilhos. A realidade, porém, mostrou que os problemas econômicos não obedecem à tinta de uma assinatura. Agora, em outra campanha, a história parece se repetir, com um novo alvo: os juros. Promete-se reduzi-los como se a vontade política, por si só, fosse suficiente para fazer o dinheiro ficar mais barato. Mas quem faz esse tipo de promessa sabe, ou deveria saber, que a economia não funciona à base de slogans. Os juros dependem de uma complexa combinação de fatores, entre eles a inflação, as expectativas do mercado, a situação fiscal do país e as decisões do Banco Central, cuja atuação

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ELEITORADO NÃO É PATRIMÔNIO

Analistas políticos frequentemente alertam para um fenômeno que merece ser observado com cuidado: quando um candidato deixa de crescer, começa a perder intenções de voto ou permanece estagnado enquanto os adversários avançam, o sinal pode ser mais preocupante do que parece. A estagnação, dependendo do contexto, pode indicar que a candidatura atingiu seu limite de expansão. A perda de votos, por sua vez, pode revelar desgaste, rejeição crescente, erros de campanha ou uma mudança na percepção do eleitorado. É nesse momento que surge o risco da chamada queda livre. Uma expressão forte, mas que traduz uma possibilidade real da política: a deterioração rápida de uma candidatura que, até pouco tempo antes, parecia competitiva. Um debate mal conduzido, uma declaração desastrosa, uma crise inesperada ou a consolidação de um adversário podem

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CANAÃ DOS CARAJÁS RESGATA A SUA HISTÓRIA

Ex-deputado estadual Joércio Fontinelle Barbalho, autor do Projeto de Lei nº 135/1991, e ex-governador Carlos Santos, responsável pela sanção da Lei Estadual nº 5.860, de 5 de outubro de 1994, deverão receber o Título Honorífico de Cidadão Canaense. Iniciativa do vereador Miguel da Saúde pretende reconhecer a contribuição histórica dos dois agentes públicos para a emancipação municipal. A proposta deverá ser apreciada ainda em 2026, com solenidade prevista para 2027, quando Canaã dos Carajás completará 30 anos de instalação político-administrativa. A cerimônia também deverá reunir pioneiros que ajudaram a construir essa história. Uma homenagem que resgata as origens de Canaã dos Carajás Há acontecimentos que ultrapassam os limites de uma legislatura, de um mandato político e até mesmo de uma geração. São decisões que transformam profundamente o destino de uma

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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