
A MENTIRA REPETIDA NO NAZISMO
Há mentiras que, de tanto serem repetidas, começam a vestir a roupa da verdade. Não porque tenham adquirido fundamento, tampouco porque resistam ao confronto com os fatos, mas porque a repetição, quando bem calculada, tem o poder de anestesiar a dúvida e transformar o absurdo em algo familiar. E aquilo que se torna familiar, para muitos, acaba parecendo verdadeiro. A propaganda nazista compreendeu muito bem a força desse mecanismo. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda de Hitler, tornou-se associado à ideia de que a repetição sistemática poderia moldar a percepção coletiva e servir aos interesses de um regime totalitário. Mais do que informar, a propaganda pretendia fabricar consensos, eleger inimigos e converter preconceitos em certezas. A mentira, nesse contexto, não era um deslize: era um instrumento de poder. O mais inquietante




