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Pero Vaz de Caminha

A SOBERBA AFUNDA UM GRUPO POLÍTICO

Na política, a soberba costuma ser uma conselheira silenciosa, mas seus estragos são barulhentos. Ela faz o líder acreditar que sua vontade basta, que sua palavra não precisa ser questionada e que todos ao seu redor devem apenas seguir suas decisões. É nesse momento que o diálogo perde espaço, as alianças se enfraquecem e o projeto coletivo começa a naufragar. Um líder que não aceita ouvir deixa de enxergar o tamanho do caminho que ainda precisa percorrer. Confunde autoridade com imposição, lealdade com submissão e articulação política com a simples obrigação de os outros concordarem com suas escolhas. Aos poucos, fecha as portas para aqueles que poderiam contribuir, ignora experiências importantes e transforma possíveis aliados em espectadores de decisões tomadas a portas fechadas. O problema é que, na política, ninguém

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DO PARLAMENTO À PREFEITURA

A expressiva vitória de Renato Oliveira em sua reeleição para deputado estadual reforça seu espaço no cenário político do Pará e coloca seu nome em evidência nas articulações para a disputa pela Prefeitura de Bragança, em 2028. Com o resultado das urnas, o parlamentar passa a ser citado como um possível protagonista da próxima corrida eleitoral no município do nordeste paraense. Curiosamente, porém, em seu discurso de agradecimento pela votação recebida, Renato preferiu destacar o nome da atual vereadora Tati Rodrigues como opção para a sucessão municipal. O gesto abre espaço para diferentes interpretações: sinal de apoio a um projeto político, demonstração de lealdade a uma aliada ou indicativo de que seus planos para 2028 podem passar por outro caminho. Na política, nem sempre o silêncio diz menos que as

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Pero Vaz de Caminha

ANAIS DA POLÍTICA BRASILEIRA

Na eleição municipal de São Paulo, em 1985, Fernando Henrique Cardoso cometeu uma imprudência simbólica: antes mesmo de a apuração terminar, posou sentado na cadeira de prefeito. Talvez tenha confundido expectativa com vitória, pesquisa com destino, desejo com realidade. Do outro lado estava Jânio Quadros, velho conhecedor dos caprichos da política e de seus rituais. Quando as urnas confirmaram sua vitória, Jânio não deixou passar a oportunidade. Mandou desinfetar a cadeira que o adversário havia ocupado antecipadamente. A cena entrou para o folclore político brasileiro. De um lado, a pressa de quem já se imaginava no poder; do outro, a ironia de quem fez questão de lembrar que o trono ainda tinha dono. Na política, como na vida, há uma diferença entre sentar na cadeira e conquistar o direito de

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A FRASE PROFÉTICA

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.” A frase de Joseph Pulitzer atravessa os tempos como um alerta que permanece atual. O jornalismo não é apenas o ato de noticiar fatos, mas o compromisso de buscar a verdade, fiscalizar o poder e oferecer à sociedade os instrumentos para pensar, questionar e decidir. Quando troca a ética pelo interesse, a informação pela conveniência e a verdade pelo espetáculo, deixa de cumprir sua missão e passa a alimentar a ignorância, o preconceito e a manipulação. A imprensa tem o poder de educar o olhar de uma sociedade, mas também de deformá-lo. Por isso, o bom jornalismo não pode esquecer a profecia de Pulitzer. Afinal, uma imprensa sem compromisso com a verdade

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NÃO PRECISA DE NOTÍCIAS FALSAS

Na política, quem realmente acredita que está na frente nas pesquisas eleitorais não precisa recorrer a notícias falsas para convencer ninguém. Quando os números falam por si, a verdade deveria ser suficiente. Espalhar mentiras, distorcer fatos e tentar confundir o eleitor não demonstram força, mas revelam insegurança. Afinal, quem tem confiança na própria vitória não precisa diminuir o adversário com informações falsas, muito menos manipular a opinião pública. Às vezes, por trás de tanta tentativa de enganar, existe o medo de que a realidade não corresponda ao discurso. Quem está seguro do seu caminho apresenta propostas, debate ideias e respeita a inteligência do povo. Porque quem está verdadeiramente na frente não precisa fabricar verdades. E quem confia no voto do povo não tem medo da verdade.

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DEMOCRACIA NÃO É SUBMISSÃO

A democracia se fundamenta no respeito à soberania dos povos, na liberdade de escolha e no diálogo entre as nações. Por isso, soa contraditório que países que se dizem democráticos tentem interferir nas decisões de outros, inclusive de nações aliadas, recorrendo a pressões, ameaças ou intimidações. Afinal, de que vale defender a democracia dentro de casa se, além das fronteiras, prevalece a vontade do mais forte?  A amizade entre países não deveria significar submissão, assim como divergências políticas não deveriam justificar ameaças. É justamente para evitar que o poder se sobreponha ao direito que existem instituições como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização dos Estados Americanos (OEA). Criadas para promover a paz, o diálogo e a cooperação, elas não podem se limitar a discursos protocolares enquanto a

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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