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Pero Vaz de Caminha

INCONFORMADOS

No esporte coletivo, há atletas que deixam o time, mas continuam se comportando como se ainda fossem titulares. Ficam à beira do campo dando instruções, questionando jogadas e imaginando que a partida ainda gira em torno deles. Na gestão pública, acontece algo parecido. Alguns não se conformam com a condição de “ex”. A saída do cargo encerra o mandato, mas não o desejo de comandar. Mesmo fora da escalação, insistem em ocupar os bastidores, alimentando a esperança de que a autoridade de ontem ainda tenha o mesmo peso de hoje. Enquanto isso, o jogo segue. Novos jogadores entram em campo, novas estratégias são testadas e a torcida espera resultados. Afinal, em qualquer equipe, saber a hora de passar a bola é tão importante quanto saber a hora de deixar o

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JOGO DA VIDA

Relembrando o que escrevemos em 2014 -, Quando dizem que eu não sou. Eu sou. Quando dizem que eu não vou. Eu vou. Quando dizem que eu não chego. Eu chego. Sou do ramo. Não preciso ser papagaio de pirata. Estou acostumado a cotoveladas, na tentativa da ultrapassagem pelos mais afoitos. Quando me criticam. Sinto que estou bem. Estou em evidência positiva. Campanha não é corrida de 100 metros rasos é maratona de longo curso. Uso mais o cérebro do que os músculos. Não me reciclo, me renovo. Uma boa vitória só é completa com muitas dificuldades.

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TABULEIRO POLÍTICO

Embora em todas as eleições exista um pouco de tudo, algumas conseguem superar qualquer expectativa. No Pará, por todos os lados, parece estar em grande proporção o inevitável “jogo duplo”. Candidatos recebem apoios que nem sempre significam fidelidade, aliados sorriem para um lado enquanto acenam para outro, e a política ganha contornos de uma verdadeira encenação. O fenômeno não é novo. Ao longo da história, vários políticos já comentaram, de forma direta ou indireta, sobre a tentação da traição nos pleitos eleitorais. Afinal, em tempos de campanha, promessas e compromissos muitas vezes têm prazo de validade menor que os próprios santinhos. A prática se tornou tão conhecida no imaginário popular que até o cinema encontrou inspiração no tema. O sugestivo título “Trair e Coçar é Só Começar” parece servir perfeitamente

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PEGAR A ALÇA OU FECHAR A TAMPA DO CAIXÃO?

A política partidária, além dos discursos, dos programas e das disputas eleitorais, construiu ao longo do tempo um vocabulário próprio, repleto de metáforas que traduzem, com certo humor e muito realismo, os bastidores das campanhas. Entre essas expressões, duas chamam a atenção pela força de suas imagens: “pegar em alça de caixão” e “fechar a tampa de caixão”. A primeira costuma ser reservada àqueles que decidem embarcar em candidaturas já consideradas inviáveis. É o militante, o apoiador ou o aliado que, por lealdade, convicção ou simples cálculo equivocado, assume publicamente a defesa de um projeto político sem perspectivas concretas de vitória. No imaginário partidário, estaria ajudando a carregar um caixão cujo destino já parece conhecido. Já “fechar a tampa de caixão” representa um estágio ainda mais avançado da derrota. É

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INDEFINIÇÃO E PRUDÊNCIA

Nos corredores da Câmara Municipal, o assunto já não é segredo:  grande parte dos vereadores de Bragança no Pará seguem avaliando com cautela quem receberá seu apoio nas próximas eleições para deputado estadual e federal. Entre conversas reservadas, reuniões e articulações políticas, muitos preferem manter o silêncio enquanto observam o cenário se desenhar. A indefinição revela que as negociações ainda estão em curso. Alguns aguardam a consolidação de candidaturas, enquanto outros analisam quais nomes poderão trazer mais benefícios e representatividade para o município. Até lá, a prudência tem sido a principal estratégia. Em tempos de pré-campanha, o apoio político virou moeda valiosa, e ninguém parece disposto a gastá-la antes da hora.

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A UNIÃO NECESSÁRIA

Por muitas vezes raciocinamos que o poder costuma provocar desuniões em suas buscas. Mas nem sempre é assim – por alguns momentos podem ser diferentes. Como exemplo disto podemos apontar quando da reunião recente do MDB em Bragança no Pará. O ex-prefeito Raimundão e o vereador Júnior do Pneu, ambos filiados ao partido resolveram fazer as pazes depois de muito tempo de inimizade figadal. Esta que começou inclusive com várias ofensas proferidas usando termos de baixo calão entre eles.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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