
O JOGO DUPLO
Em Bragança, na região nordestina do Pará, a política parece ter aprendido uma velha lição: há quem entre numa eleição não para ganhar, mas para não perder de jeito nenhum. Na articulação de consanguinidade fraterna, o anúncio oficial é de apoio a apenas uma candidatura ao Governo do Estado. Mas, nos bastidores, a história é outra: cada qual trabalha, sorrateiramente, para o seu candidato. É como jogar com duas cartas na manga e esperar o resultado da mesa. Se um vencer, comemora-se. Se o outro vencer, também. No fim das contas, pouco importa quem levar a faixa. A estratégia é simples: estar sempre do lado de quem ganhou — ou, pelo menos, poder dizer que estava. Em política, há quem dispute a eleição. E há quem dispute apenas o direito




