TEMPESTADE PASSA

Nos momentos de crise, as palavras ganham peso. É fácil apontar falhas, levantar críticas e procurar culpados. Difícil mesmo é escolher o caminho da parceria. A crise, na verdade, revela quem está disposto a caminhar junto. Em vez de críticas infundadas, é hora de reforçar laços, ouvir mais e construir soluções. Porque quando o problema passa — e ele sempre passa — o que permanece é a forma como escolhemos enfrentar o momento: juntos ou separados. Fortalecer a parceria em tempos difíceis não é ignorar erros, mas reconhecer que crescer lado a lado vale mais do que vencer uma discussão.

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COMÉRCIO DE BRAGANÇA PARADO NO TEMPO

O comércio varejista de Bragança, no nordeste do Pará, anda com um silêncio estranho. As portas estão abertas, as vitrines organizadas, mas o movimento parece ter ficado pelo caminho. Quem passa pela rua principal percebe logo: menos gente entrando nas lojas, vendedores encostados no balcão, o relógio andando devagar. Não é exatamente abandono, mas uma espécie de pausa coletiva. Os comerciantes conversam entre si, comentam que as vendas diminuíram, que o cliente olha, pergunta o preço e vai embora prometendo voltar depois. E esse “depois” quase nunca chega. Bragança sempre foi uma cidade de comércio vivo, de feira cheia e rua movimentada. Talvez seja apenas uma fase, um momento de respiro forçado no ritmo da cidade. Ainda assim, quem depende do caixa no fim do dia sente que, por agora,

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CARREGADORES DE MEMÓRIAS

Na política, há lugares silenciosos onde os passos ecoam mais que as decisões. Repartições esquecidas, corredores longos, mesas cheias de papéis que ninguém lê. É ali que, muitas vezes, vão parar certos políticos: não os mais interessados, mas curiosamente os que conhecem bem demais as engrenagens das gestões. Chamam esses lugares de “cemitério de elefantes”. Não porque estejam mortos — mas porque carregam memórias pesadas demais. Sabem onde os projetos nasceram, onde os recursos sumiram, onde as promessas ficaram pelo caminho. E assim seguem, entre carimbos e arquivos, guardando histórias que raramente chegam ao público. No silêncio dessas salas, a política às vezes parece menos sobre governar… e mais sobre lembrar demais.

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LIMITES

Na política, como na vida,  uso e abuso são coisas completamente diferentes. Usar o poder é exercer a função para a qual se foi escolhido; abusar é ultrapassar limites, esquecendo que autoridade não é licença para tudo. O uso constrói pontes, resolve problemas e respeita a confiança do povo. O abuso, ao contrário, corrói a democracia, enfraquece instituições e transforma o que deveria servir à coletividade em instrumento de interesse próprio. Entre um e outro existe uma linha fina — e é justamente nela que se mede o caráter de quem governa

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UM INVESTIMENTO

Numa cidade qualquer, apareceu um candidato diferente. Não prometia ponte, hospital, nem Wi-Fi na praça. Prometia apenas uma coisa:  não gastar dinheiro na campanha. Resultado? Quase ninguém acreditou. O povo já estava acostumado ao político que chega distribuindo santinho, gasolina, churrasco e sorriso de três metros. Esse novo candidato chegava só com um panfleto amassado e uma caneta emprestada. Diziam: “Assim não ganha eleição, meu filho. Política sem dinheiro é igual futebol sem bola.” Mas ele insistia. Dizia que, se o sujeito não tem dinheiro para gastar tentando ganhar poder, talvez tenha mais cuidado quando estiver lá dentro administrando o dinheiro dos outros. Alguns riram. Outros coçaram a cabeça. Afinal, a lógica era estranha demais para a política moderna: candidatar-se para servir, e não para investir esperando lucro depois. No

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CENÁRIO DO AGRONEGÓCIO NA ECONOMIA

Segundo o jornal Correio Braziliense – “O Brasil encerrou 2025 registrando um marco histórico nos pedidos de recuperação judicial e extrajudicial, com mais de cinco mil empresas buscando reorganizar suas finanças. O agronegócio, tradicional motor da economia, liderou o movimento, com 1.990 solicitações, um crescimento de 56,4% em relação ao ano anterior e seis vezes acima da média nacional”. Quem diria que até o então ‘endeusado’ agronegócio estaria na linha de frente? Vale apenas um lembrete, que quase sempre, esta categoria, desde há muito vive pedindo carências e renegociações de dívidas junto aos bancos de desenvolvimentos. Esta estratégia não é nova, muito pelo contrário.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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