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Pero Vaz de Caminha

DIFERENÇA DE RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE NA CAMPANHA ELEITORAL

Há candidaturas que, em determinada altura da campanha, descobrem subitamente o caminho da fé. É quase um fenômeno meteorológico: aproxima-se a eleição, formam-se nuvens de santidade e, quando menos se espera, aparece o candidato posando ao lado de uma igreja, de preferência com um sorriso tão devoto quanto estrategicamente ensaiado. Nada contra a religião. Muito menos contra quem encontra nela sentido, consolo, comunidade ou esperança. O problema começa quando a fé vira cenário de campanha e a religiosidade — essa coisa mais íntima, cotidiana e silenciosa — é confundida com uma fotografia bem enquadrada. Talvez algumas candidaturas devessem fazer uma pequena lição de casa antes de se ligarem para o lado das igrejas: entender a diferença entre religião e religiosidade. Religião pode ter templo, doutrina, rito, autoridade, tradição, comunidade. Religiosidade

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Pero Vaz de Caminha

CAMALEÕES DE ELEIÇÕES

Segundo alguns filólogos, ‘cantar loas a alguém’, significa – louva-los com fins interesseiros. Lógico e não pode ser diferente com determinados ‘cabos eleitorais’ que estão sempre de plantão para louvar os que lhes pagam. Se deslocam de acordo com o vento financeiro. Mudam de posições esquecendo os patrões antigos, que para eles cantavam louvores. Por muitas vezes se tornam mesquinhas as posições políticas de alguns trânsfugas, que se bandeiam de lado de acordo com seus interesses pessoais nos momentos eleitorais. Assemelhados aos ‘birutas’ de aeroportos que mudam de posição de acordo com a direção do vento. Ao ganharem de presente do ‘novo chefe’ a indicação em alguma sinecura, esquecem suas ‘ideologias’ passadas. Criticam qualquer feito dos ‘novos adversários’ momentâneos, que no passado já foram íntimos na mesma alcova política.

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CARREATA DE FERRARI NA REGIÃO

O deputado Júnior Ferrari, que pleiteia a reeleição, realizou na noite desta segunda-feira (21) uma carreata que reuniu apoiadores em municípios da região. A mobilização começou em Augusto Corrêa e, posteriormente, seguiu para Bragança. Na cidade, a carreata percorreu as localidades de Acarajó e Bacuriteua, onde o parlamentar foi recebido por apoiadores durante o trajeto. A agenda faz parte das atividades de mobilização de Júnior Ferrari em busca da continuidade de seu mandato na Câmara dos Deputados.

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TEM QUE HAVER DISTINÇÃO

Na política, às vezes parece que as palavras perderam seus contornos. Basta alguém dizer que é de direita para logo ser chamado de extremista. Do outro lado, basta alguém se identificar com a esquerda para ser colocado no mesmo pacote de posições radicais. Mas a política, como a vida, não cabe em caixas tão apertadas. Ser de direita pode significar defender determinadas ideias sobre economia, segurança, costumes ou o papel do Estado. Ser de esquerda pode significar acreditar em outras formas de distribuição de renda, direitos sociais ou atuação pública. Entre esses campos existem inúmeras correntes, pensamentos e graus de posicionamento. Extremismo é outra coisa. Exige uma análise das ideias, dos métodos e das atitudes, não simplesmente uma etiqueta ideológica. Talvez uma das maiores dificuldades do debate político seja justamente

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CARTAZES EM BRAGANÇA

Observadores bragantinos relataram ao blog Pero Vaz de Caminha a presença de propagandas de candidatos a deputado federal circulando pelas ruas e também em veículos de Bragança, entre eles Jader Filho, Dilvanda Faro e Renilce Nicodemos. Enquanto isso, durante um palanque político, o candidato a deputado estadual Raimundão, afirmou que pretende alcançar mais de 50 mil votos somente em Bragança, a “Pérola do Caeté”. A movimentação já chama a atenção de eleitores e revela o aquecimento da disputa eleitoral no município.

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EM NOME DE DEUS

Em época de eleição, há candidato que chega com santinho numa mão e o nome de Deus na outra. Deus vira cartão de visita: uma maneira rápida de se apresentar como alguém de confiança, sério, honesto. Às vezes, parece também cartão de crédito. Basta pronunciar o nome certo, no lugar certo, diante das pessoas certas, e a credibilidade vem parcelada em promessas. Mas Deus não precisa de campanha eleitoral. Não pede voto, não distribui santinhos e certamente não assina cheque em branco para candidato algum. Talvez a verdadeira questão seja simples: depois que terminam os discursos e as eleições, quando as câmeras se apagam e o poder começa, o que resta além do nome de Deus usado como apresentação? Porque fé pode estar nas palavras. Mas caráter, geralmente, aparece nas

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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