Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

NO EQUILÍBRIO

Nas negociações e articulações com novos governos, é preciso compreender que a política não se faz apenas com exigências, mas também com equilíbrio, sensibilidade e capacidade de diálogo. Não é razoável querer tudo, tampouco exigir o melhor cenário possível logo no primeiro momento. Toda negociação pressupõe concessões, proporcionalidade e respeito às circunstâncias de cada lado. A construção de uma relação política exige tempo, confiança e compreensão dos limites existentes. Quando as reivindicações ultrapassam o razoável, o que deveria ser uma articulação legítima pode acabar sendo interpretado como tentativa de intimidação ou pressão excessiva. Na política, saber negociar também significa saber a hora de avançar, de recuar e, sobretudo, de reconhecer que nem sempre é possível conquistar tudo de uma só vez. Afinal, acordos duradouros não nascem da imposição, mas da

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

MODERNO ‘CANTO DA SEREIA’

Antigamente, falava-se no famoso “canto da sereia”, aquela doce melodia capaz de encantar, seduzir e conduzir alguém ao caminho do engano. Hoje, os tempos mudaram, mas a essência da artimanha continua a mesma. O canto deu lugar ao chamado “poder de convencimento”. A malandragem modernizou suas estratégias. Já não precisa de grandes histórias, apenas de palavras bem escolhidas, promessas tentadoras e uma habilidade impressionante de conquistar a confiança alheia. O enganador se apresenta como amigo, conselheiro ou até como alguém disposto a ajudar. Fala com segurança, demonstra boas intenções e, quando percebe, já envolveu sua vítima em uma teia de falsas verdades. O mais preocupante é que, muitas vezes, não se engana pela força, mas pela confiança. Pessoas de bem, acostumadas a acreditar na palavra e na honestidade dos outros,

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

INÍCIO E FIM

Hoje não deveria ser apenas um culto de saudades daqueles que já foram, deveríamos na realidade lembrar que todos temos início e fim. Lembrar que a qualquer momento sem data marcada estaremos entre aqueles que já foram. Para alguns, ao nascermos começamos a morrer. O mundo seria muito melhor se não apenas refletíssemos sobre a morte no dia dos Finados, mas sim por todos os dias, que somos simplesmente mortais. Aos mortos nossos agradecimentos pelo que fizeram ou tentaram fazer. Aos vivos que façam ou tentem fazer um mundo melhor principalmente pelos que ainda virão.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

TERRORISMO DISFARÇADO DE PREVISÃO

Mal começa um novo governo e lá vêm eles: rentistas, bancos, especuladores e outros representantes do mercado financeiro anunciando suas previsões sombrias para a economia do ano seguinte. Inflação fora de controle, crescimento pífio, déficit, desconfiança e toda sorte de ameaças parecem compor um roteiro que se repete a cada mudança de governo. Não se trata de negar a importância das análises econômicas, muito menos de ignorar os riscos reais. A questão é perceber que previsões também podem servir a interesses. Afinal, quem ganha muito com juros elevados, com a dívida pública e com a especulação financeira pode não ter exatamente os mesmos interesses de quem vive do salário, produz, empreende e trabalha. Com a cumplicidade de setores da grande imprensa, muitas dessas projeções ganham manchetes, espaço nobre e aparência

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

ILUSÃO PROJETADA

A gente projeta o futuro como quem traça uma linha reta no papel: limpa, firme, sem borrões. Tudo parece caber ali — planos, certezas, datas marcadas. Mas o tempo, esse sujeito indisciplinado, gosta de dobrar a folha. De repente surgem as inconveniências. Pequenas no começo, quase educadas, pedindo licença para entrar. Depois se espalham: um imprevisto aqui, uma decepção ali, uma conta fora do orçamento, um silêncio onde antes havia promessa. Nada disso estava no projeto. E é nesse instante que o futuro deixa de ser desenho e vira construção de verdade. Porque só permanece de pé o plano que aprende a conviver com os desvios. O resto era ilusão bem-intencionada — bonita no papel, frágil na vida.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

FATO INEVITÁVEL

Terminadas as eleições, começa um novo espetáculo, talvez o mais divertido da política: a formação do governo. É quando antigos adversários descobrem afinidades até então desconhecidas, velhos desafetos passam a se tratar como amigos de infância e alguns derrotados percebem, subitamente, que sempre estiveram do lado certo — só não tinham encontrado a porta de entrada. Mas a festa tem seu preço. A cada cargo anunciado, um novo aliado se aproxima e outro se afasta. O adversário de ontem chega sorridente, enquanto o companheiro de tantas batalhas sai de cara amarrada, perguntando-se para que serviram os discursos de fidelidade, as caminhadas debaixo de sol e as noites maldormidas na campanha. É a curiosa matemática do poder: ganha-se um apoio, perde-se uma amizade; conquista-se um secretário, perde-se um cabo eleitoral; amplia-se

Leia Mais »

PUBLICIDADE

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[yop_poll id="2"]
OUTRAS NOTÍCIAS
Desenvolvido Por Belém Sistemas (91) 98079-5456