Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

ELES CONTINUAM

Jesus expulsou os vendilhões do templo, mas parece que alguns deles aprenderam a lição errada: em vez de abandonar o comércio da fé, trocaram as bancas pelos palanques. Hoje, há quem se diga profundamente religioso, mas não consiga aceitar que Jesus tenha enfrentado aqueles que transformavam a religião em negócio e poder. Talvez porque reconhecer isso obrigue a olhar para os vendilhões de nosso próprio tempo — alguns deles convenientemente instalados na política, misturando fé, interesses e ambição. De pouco valeu Jesus enfrentar os poderosos da religião se, dois mil anos depois, ainda encontramos quem use o seu nome para proteger justamente aquilo que ele combateu. A história muda de roupa, mas certas práticas insistem em permanecer. E talvez a verdadeira fé não esteja em defender os poderosos que falam

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

NO FUTEBOL E NA POLÍTICA

No futebol, dizem que a melhor defesa é o ataque. Na vida pública, a regra parece ter ganhado outra dimensão: quem espera o adversário chegar já começou a perder terreno. Atacar, aqui, nem sempre significa agredir. Pode ser antecipar-se, ocupar espaços, apresentar ideias, responder antes que a pergunta seja feita. É transformar a defesa em movimento — porque, parado, até quem tem razão pode parecer culpado. E talvez seja assim que caminhe a humanidade, religiosa ou não. Cada tempo inventa seus pecados, seus santos, seus inimigos e suas certezas. Uns rezam antes do jogo; outros confiam apenas na própria estratégia. No fim, todos entram em campo querendo sobreviver ao próximo lance. A diferença é que, na vida pública, não há juiz apitando o fim. O jogo continua. E a melhor

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

DESORDEM PLANEJADA

Às vésperas das eleições brasileiras, parece que o tumulto já faz parte do calendário. Atitudes premeditadas, articulações de bastidores e acontecimentos inesperados surgem como peças de um jogo que muitos dizem não conhecer, mas que quase sempre deixa rastros. O curioso é que essas estratégias se tornaram usuais. Basta aproximar-se o período eleitoral para que aumentem as provocações, as desconfianças, os discursos inflamados e as notícias capazes de incendiar ânimos. Tudo parece cuidadosamente calculado para dividir, confundir e tirar o foco do que realmente importa. No meio disso, o cidadão comum observa, muitas vezes cansado, enquanto a política se transforma em espetáculo. E talvez a maior armadilha seja justamente essa: acostumarmo-nos ao tumulto a ponto de considerá-lo normal. Eleição deveria ser tempo de escolhas, debates e esperança. Quando a desordem

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

FOGUEIRAS ACESAS

Dizia um político da antiga, desses que conheciam bem os atalhos da política, que, quando o adversário não tinha rabo, a gente punha. A história permanece. Só ganhou uma pequena mudança: hoje, todos estão colocando rabos uns nos outros — e, por precaução, os outros nos uns também. O problema é que, nessa brincadeira, quem tem rabo de palha deveria evitar passar muito perto da fogueira. E fogueira é o que não falta. O momento é propício, e a imprensa, naturalmente, gosta do espetáculo. Já não há muita sinceridade. Nem nos editoriais. As defesas e os ataques têm seus motivos. Alguns claros, outros nem tanto. Cada palavra parece carregar uma intenção escondida, uma conta a acertar ou uma conta a receber. E há ainda os editoriais. Dizem que são a

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

A VELHA BATALHA EM BRAGANÇA

E lá vamos nós, outra vez, para a velha e surrada guerra eleitoral de Bragança. Em toda eleição, parece que a cidade tira do armário os mesmos personagens, as mesmas acusações e as mesmas histórias que já deveriam ter virado peça de museu. Agora, a bola da vez é Raimundão. Volta a circular a notícia de que o ex-prefeito Raimundo Oliveira estaria inelegível por questões relacionadas à filiação partidária fora do prazo e também por uma condenação criminal no Tribunal de Justiça. Raimundão, que é candidato a deputado estadual pelo MDB, certamente conhece bem esse roteiro. Em Bragança, eleição raramente é apenas eleição. É também memória, ressentimento, disputa de grupo e aquela velha tradição de transformar adversário político em assunto principal da campanha. No fundo, a pergunta que fica é

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

CONVENIÊNCIAS NA JUSTIÇA

Na dúvida, “pro réu”. É um princípio que se pode compreender. Afinal, diante da incerteza, é melhor errar pela liberdade do que pela condenação. O que não se consegue compreender — e muito menos aceitar — é quando a dúvida parece ter pesos diferentes, dependendo de quem está sentado no banco dos réus. Dois casos iguais deveriam receber o mesmo olhar, a mesma régua, o mesmo critério. Se para um vale a dúvida, para o outro também deveria valer. Se uma circunstância é suficiente para absolver um, não pode ser ignorada quando envolve outro. A Justiça não precisa apenas ser justa. Precisa parecer justa. Porque, quando a régua muda conforme a pessoa que está diante dela, deixa de existir Justiça e passa a existir apenas conveniência. E conveniência, definitivamente, não

Leia Mais »

PUBLICIDADE

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[yop_poll id="2"]
OUTRAS NOTÍCIAS
Desenvolvido Por Belém Sistemas (91) 98079-5456