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Pero Vaz de Caminha

PONTE DO SAPUCAIA CAMINHA COMO A JUSTIÇA

Parodiando o caminho da justiça, o percurso da reparação da Ponte Sapucaia, em Bragança, no Pará, parece ter seguido todos os degraus do poder público brasileiro. Tudo começou na primeira instância, pelas mãos de um vereador bragantino, que levantou a voz em defesa da população cansada de esperar por providências. O clamor atravessou gabinetes, ganhou eco e subiu para a segunda instância, agora conduzido por um deputado estadual, que transformou a reclamação local em pauta regional. Mas como toda grande novela brasileira, o caso não parou por aí. O problema atravessou fronteiras políticas e chegou ao plano superior, com a participação de um deputado federal, levando a demanda aos corredores de Brasília, onde promessas costumam andar mais rápido que as obras. Por fim, numa espécie de recurso ao “Supremo” das

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Pero Vaz de Caminha

AUTOANÁLISE?

Houve um tempo em que ele caminhava pelos corredores do poder com a cabeça baixa e o peito estufado. Parecia contraditório, mas não era. Baixa a cabeça para os chefes, estufado diante dos colegas. Chamava-os de companheiros quando precisava de apoio, mas bastava o sino do castelo tocar para lembrar sua verdadeira vocação: servir. Os anos passaram. Os antigos senhores perderam o trono, alguns desapareceram da política, outros foram aposentados pelo voto — ou pela falta dele. O castelo esvaziou. As bandeiras murcharam. E ele, sem corte e sem plateia, ficou vagando pelos corredores da memória, tentando convencer a si mesmo de que ainda pertence à nobreza. Hoje, chama de “vassalos” aqueles que um dia estiveram ao seu lado. Usa a palavra como quem cospe ressentimento, talvez por não aceitar

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Pero Vaz de Caminha

CAI A CREDIBILIDADE

Há um peso silencioso quando o jornalismo troca a lucidez pelo acerto de contas. As derrotas do passado, naturais na arena das campanhas e das ideias, não deveriam sobreviver nas entrelinhas de quem escreve para o público. O ofício da palavra exige grandeza: informar sem rancor, analisar sem feridas abertas. Afinal, a credibilidade nasce justamente da capacidade de separar memórias pessoais da responsabilidade coletiva de comunicar.

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Pero Vaz de Caminha

MAIS DINHEIRO E POUCA TRANSPARÊNCIA

O plenário vazio dizia mais do que qualquer discurso. Cadeiras espalhadas, microfones mudos e a pressa silenciosa de quem prefere votar longe dos olhos do povo. Assim, a Câmara dos Deputados aprovou mais uma lei dos partidos — dessas que chegam embrulhadas em palavras bonitas, mas carregam velhos vícios por dentro. Do lado de fora, o país seguia trabalhando, pegando ônibus lotado, tentando fechar as contas do mês. Do lado de dentro, sem debate e sem comunidade, decidiram mexer justamente no período eleitoral, onde cada brecha pode virar caminho para mais dinheiro obscuro e menos transparência. No fim, ficou a sensação de sempre: quando a política perde a coragem de conversar com a sociedade, cresce a desconfiança de que alguém está ganhando no silêncio aquilo que não conseguiria explicar em

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Pero Vaz de Caminha

UM PERIGO PARA O COLETIVO

Agentes públicos envolvidos em investigações por malfeitos em períodos eleitorais, sobretudo quando lançados como pré-candidatos, rapidamente passam à condição de ‘personas non gratas’ até mesmo entre antigos aliados partidários. A política, ambiente marcado por conveniências e sobrevivência, não costuma oferecer abrigo a quem carrega o peso da suspeita pública. A única certeza que resta a esses personagens é a derrocada: perdem espaço no cenário político, enfraquecem suas campanhas e tornam-se peças descartáveis no tabuleiro eleitoral. O mais curioso — e ao mesmo tempo cruel — é observar a mudança de comportamento ao redor deles. Antes cortejados, bajulados e cercados de companheiros, passam a ser evitados como se carregassem uma doença contagiosa. O silêncio substitui os discursos de apoio; os apertos de mão dão lugar ao distanciamento estratégico. Em nome da

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Pero Vaz de Caminha

PRIORIDADES ELEITORAIS

Na política, a chamada “Operação Limpa Trilhos” não acontece nos bastidores escuros dos filmes, mas nos corredores iluminados das alianças eleitorais. O objetivo é simples: retirar da disputa candidaturas que possam atrapalhar projetos considerados maiores ou mais estratégicos. Nas eleições para os parlamentos, essa prática virou peça tradicional do jogo eleitoral. Apoiar de maneira forte, nomes de aliados confiáveis com chances de se eleger e por esta razão trata-los como prioridade. No discurso, fala-se em unidade; na prática, muitos enxergam uma seleção antecipada de quem pode ou não continuar na corrida política.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

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