Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

SUBIDAS ARTIFICIAIS

As eleições ainda nem chegaram oficialmente às ruas, mas as pesquisas já aparecem como foguetes de São João: algumas sobem rápido demais, iluminam o céu por alguns instantes e depois desaparecem sem deixar rastro. Certas pré-candidaturas começam “turbinadas”, embaladas por números que parecem mais desejo do que realidade. A velha estratégia continua a mesma: largar na frente para criar a impressão de força, influência e inevitabilidade. O problema é que campanha de verdade não vive apenas de manchetes e gráficos coloridos. Quando o tempo passa, o eleitor começa a observar melhor, comparar discursos, lembrar promessas antigas e sentir o peso da realidade. Aí vem o teste mais difícil: sustentar os números anunciados no início. Porque em política, subir artificialmente pode até impressionar na largada, mas a queda livre costuma ser

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

A PONTE DO FURO GRANDE

O verão não está tão longe principalmente para os gestores que apostam no turismo em Bragança no nordeste paraense. Vale no momento lembrar a ponte no Furo Grande, na rodovia que liga a sede do município às praias de Ajuruteua. Há bastante tempo que está sem proteções no guarda corpo do tabuleiro ou pista de rolamento. Cremos que seja necessário o início de uma providência com brevidade. O incidente aconteceu em dezembro de 2021 na PA- 458 e tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

VENDAS DE ESPERANÇAS

No Pará, onde a política costuma começar muito antes do calendário oficial, já se percebe o murmúrio dos descontentes nos bastidores das futuras campanhas. Promessas foram espalhadas como sementes ao vento, alimentando expectativas de cabos eleitorais e apoiadores que imaginavam encontrar algum alívio financeiro ou reconhecimento pelo esforço dedicado. Mas o cenário parece outro. O que era anunciado como apoio virou cobrança diária, pressão silenciosa e exigência constante. Muitos descobriram que o “paraíso” prometido nas conversas reservadas acabou se transformando em um verdadeiro inferno de obrigações, favores e cobranças intermináveis. Na política, há quem venda esperança antes mesmo da campanha começar. O problema é quando a conta chega antes do benefício.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

MILAGRES DA POLITICAGEM

A politicagem tem dessas metamorfoses difíceis de explicar. Parece até um mergulho simbólico no rio Jordão, onde antigos pecados eleitorais desaparecem nas águas da conveniência. Ontem, adversários eram tratados como inimigos irreconciliáveis, alvo de ofensas em palanques, programas e redes sociais. Hoje, surgem lado a lado, sorridentes, convertidos em conselheiros políticos e aliados estratégicos. Nas eleições de 2014, palavras duras eram lançadas como pedras. O eleitor assistia a discursos inflamados que pareciam impossíveis de serem esquecidos. Mas o tempo político possui estranhas correntezas. O que antes era ataque feroz transforma-se em abraço calculado, e antigos acusadores passam a dividir a mesma mesa, como se a memória popular também pudesse ser lavada nas águas da conveniência eleitoral. Na política, certos milagres não acontecem por fé. Acontecem por interesse.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

TRANSFERINDO RESPONSABILIDADES

A política moderna transformou o velho roteiro da defesa em espetáculo. Quanto maior o malfeito ou a suspeita de corrupção, maior costuma ser o discurso de perseguição. Em vez de explicar os fatos, surgem acusações de represália, complôs e inimigos ocultos. A culpa quase sempre encontra um novo endereço. É como se o erro deixasse de existir diante da habilidade de transferir responsabilidades. Uns culpam adversários, outros culpam aliados, a imprensa, a Justiça ou até o passado. No fim, a verdade muitas vezes fica perdida no meio da fumaça das narrativas. Na política, pedir desculpas parece fraqueza. Mais eficiente virou transformar defesa em ataque e fazer do acusado uma vítima diante da plateia.

Leia Mais »
Uncategorized
Pero Vaz de Caminha

MEMÓRIA DO ELEITOR

As pesquisas eleitorais para deputados quase nunca conseguem retratar a realidade completa das urnas. O eleitorado é espalhado, os interesses mudam de região para região e cada candidato constrói suas fortalezas silenciosamente. Na cidade onde nasceu politicamente, no interior onde ajudou comunidades ou na região onde mantém alianças antigas, sempre haverá aquele candidato que parece imbatível. Para quem vive naquele pedaço do mapa, a impressão é de vitória fácil. Mas eleição proporcional é um quebra-cabeça muito maior do que aparenta. No fim, muitas pesquisas enxergam números. Já as urnas enxergam territórios, influência e a memória do eleitor.

Leia Mais »

PUBLICIDADE

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[yop_poll id="2"]
OUTRAS NOTÍCIAS
Desenvolvido Por Belém Sistemas (91) 98079-5456