
GESTÃO PÚBLICA OU ‘CABO DE GUERRA’?
Há uma velha brincadeira em que duas equipes puxam uma corda, cada uma tentando arrastar a outra para o seu lado. Ganha quem faz mais força. Perde a corda, esticada ao limite. Na gestão pública, quando o poder se fragmenta sem que haja uma liderança clara, a cena se repete. Ninguém sabe ao certo quem decide, quem responde ou quem conduz. Em vez de convergir para o interesse coletivo, as disputas passam a girar em torno de vaidades, espaços e conveniências pessoais. Enquanto uns puxam para um lado e outros insistem no sentido contrário, a administração fica parada no mesmo lugar. Os problemas da população esperam, as soluções se atrasam e o espírito público cede espaço à competição interna. Governar exige diálogo e participação, mas também requer direção. Quando cada




