
RECIPROCIDADE JUSTA!
Em uma campanha eleitoral, há um erro que costuma custar caro: desprezar quem um dia foi deixado de lado. Os aliados temporários chegam cercados de abraços, fotografias e promessas. Estão por perto enquanto lhes convém. Já os desprezados carregam outra força: a memória. Eles não esquecem o silêncio, a porta fechada, o olhar de indiferença. E, quando encontram uma causa, tornam-se difíceis de deter. São como as trombetas de Jericó. Não precisam de exércitos numerosos; basta que soprem juntas para fazer ruir fortalezas que pareciam eternas. Por isso, em política, é preciso aprender uma velha lição: quem despreza pessoas não deve se surpreender quando for desprezado por elas. O voto de quem se sentiu ignorado pode valer mais do que dezenas de palmas de aliados circunstanciais. No fim, toda fortaleza




