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Pero Vaz de Caminha

‘BOCA DE FORNO’ DO TRUMP

Tem gente que nunca deixou a infância. Só mudou o tamanho do quintal. No lugar da rua de terra, o tabuleiro virou o mapa-múndi. Trump parece brincar de “boca de forno” com os países da América do Sul. Faz pose de mestre da roda, distribui ordens, lança desafios e espera um coro imediato: “Faremos tudo o que seu mestre mandar.” Quem hesita, discorda ou resolve pensar com a própria cabeça recebe a velha “prenda”. Não é pagar mico nem cantar uma cantiga. A punição vem em forma de aumento de tarifas, barreiras comerciais e outras broncas econômicas. Na brincadeira de criança, tudo acabava quando alguém ia embora para casa. Na política internacional, porém, as prendas custam empregos, comércio e desenvolvimento. E, nesse jogo, o recreio costuma sair caro demais.

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Pero Vaz de Caminha

O SOBRENOME VENCEU

Na política, até a gratidão parece ter prazo de validade. Tem deputado estadual que já fazia as contas com o apoio garantido depois de enviar emendas parlamentares para Augusto Corrêa. Mas o roteiro mudou quando o prefeito Estrela resolveu lançar a própria filha como candidata ao mesmo cargo. Descobriram, um pouco tarde, que emenda abre portas, mas sobrenome ainda continua sendo o melhor cabo eleitoral dentro de casa.

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AJUDANDO O TURISMO DE BRAGANÇA E REGIÃO

O maior complexo turístico e imobiliário da região Bragantina no Pará inaugura a primeira fase de sua pista de pouso, recebendo com sucesso amigos aeronautas. O Ville Acqua Park sempre inovando e buscando cada vez mais melhorias para nossos clientes e para cidade de Bragança.

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APENAS VONTADE DE VOLTAR

Na política paraense, a memória costuma ser seletiva. Há quem hoje escreva críticas severas, mas que, não faz muito tempo, ocupava lugar confortável sob a sombra de outros governos. Para alguns conhecedores desse cenário, o tom inflamado não revelaria exatamente preocupação com o interesse público, e sim uma conhecida “dor de cotovelo” — ou a saudade das benesses que um dia acompanharam a proximidade do poder. É uma leitura que circula nos bastidores, embora esteja longe de representar um consenso. Afinal, não se trata de uma avaliação coletiva, mas de percepções estritamente pessoais de quem observa a política com suas próprias lentes. Nessa arena, cada narrativa encontra seus defensores, e cada crítica carrega, além das palavras, a história de quem a escreve.

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Pero Vaz de Caminha

FORÇA POLÍTICA SEM CARGO

A política tem uma estranha semelhança com a lendária Fênix. Quando todos acreditam que determinada liderança foi reduzida às cinzas pelo tempo, pelas urnas ou pelas circunstâncias, eis que ela ressurge, às vezes ainda mais forte. Não porque o poder nunca tenha sido perdido por completo, mas porque a influência raramente desaparece na mesma velocidade com que se deixa um cargo. A saída do poder costuma ser interpretada como o fim de uma trajetória. Entretanto, a história política mostra que, muitas vezes, trata-se apenas de uma mudança de posição no tabuleiro. Longe dos holofotes, antigos líderes continuam articulando, aconselhando, construindo alianças e preservando capital político. A ausência física do cargo pode até ampliar a liberdade para agir nos bastidores. É justamente nesse ponto que a tese da Fênix encontra sentido.

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Pero Vaz de Caminha

FIDELIDADE INEQUÍVOCA

Dito por um humorista, até serve para tempos de campanha no Pará: ‘Otário é sapo. Tem quatro pernas e anda pulando’. Na política, porém, o pulo costuma ser de um palanque para outro. É o que os bastidores de Bragança dão a entender. A candidatura de Lena Pinto (PSDB) à Câmara Federal parece ter perdido fôlego na região. Com o balão esvaziando, alguns de seus apoiadores já estariam de malas prontas — ou melhor, de bandeiras e santinhos na mão — para embarcar na campanha de outro candidato. Em época eleitoral, fidelidade costuma durar até a próxima pesquisa ou a próxima conveniência.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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