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Pero Vaz de Caminha

ESTRELA EM BUSCA DE VOTOS

Nos bastidores da política paraense, o prefeito Estrela, de Augusto Corrêa, não tem poupado esforços para ampliar as chances eleitorais da filha, Giordana Nogueira (Republicanos), na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. Depois de circular por diferentes regiões do Pará em busca de alianças, agora mira Viseu, onde negocia apoio com Carla Parente (PSD), candidata a deputada federal e nome de potencial eleitoral no município. Na política, como se sabe, cada conversa pode virar voto — e cada voto, uma eleição.

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PROVIDÊNCIAS NA SAÚDE PÚBLICA

Especialistas em saúde pública acendem um sinal de alerta aos gestores municipais: hospitais que recebem recursos federais precisam aplicar cada centavo com transparência e responsabilidade. Quando a administração se distancia dos princípios republicanos, a saúde da população é quem paga a conta. E, ao que tudo indica, possíveis irregularidades já estão sob atenção das autoridades, com eventuais medidas punitivas podendo estar a caminho. Ministério Público Federal e CGU em preparação para coibir as possíveis irregularidades.

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TURNÊ ELEITORAL

Antes do advento da internet, havia uma modalidade política que exigia talento, coragem e, principalmente, uma boa dose de cara de pau: o deputado que mudava de região a cada eleição. Era quase um fenômeno migratório. Terminava uma eleição em uma região e, na seguinte, lá estava ele, de malas prontas, rumando para outro canto do Pará. E não ia de mãos vazias, não! Levava consigo uma mala cheia de promessas, fotografias, discursos e um respeitável estoque de prestígio eleitoral. A propaganda era caprichada. Mas isso não era problema. Bastava mudar de região! Naquele tempo, ainda havia uma vantagem: não existia internet para desmentir a propaganda em cinco minutos. E assim alguns políticos conseguiam fazer uma verdadeira turnê eleitoral pelo estado: mudavam de região, descobriam novos eleitores, inauguravam no discurso

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RAÍZES DO PODER

Normalmente, os humanos reverenciam as árvores quando elas já estão frondosas, fortes e belas. Admiram a sombra, a imponência e os frutos, mas quase nunca se lembram das raízes que, silenciosamente, sustentaram todo aquele crescimento. As raízes ficam escondidas, enterradas, longe dos olhos. E, no entanto, sem elas, a árvore não se mantém de pé. Assim funciona a natureza. E assim também funciona a natureza humana. Há pessoas que só são lembradas quando alcançam o topo, quando conquistam prestígio, poder ou reconhecimento. Poucos, porém, se recordam daqueles que estiveram ao seu lado quando tudo ainda era apenas semente, quando os caminhos eram difíceis e os sonhos pareciam distantes. Na política, isso também acontece. Há quem, depois de chegar ao poder, passe a olhar para as próprias raízes como se elas

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O LEGADO DE CRISTO

Jesus deixou como legado a pregação do amor. Não um amor seletivo, reservado aos que pensam como nós, mas um amor que acolhe, perdoa, pacifica e rejeita a violência. Foi sobre esse princípio que se construiu a filosofia cristã. Por isso, uma pergunta incômoda precisa ser feita: por que algumas igrejas que professam o cristianismo apoiam e até indicam candidaturas políticas que fazem da violência, da intolerância e do confronto uma plataforma eleitoral? A política pode ser disputada com firmeza, ideias e convicções. Mas quando a violência passa a ser celebrada como virtude política, algo se perde no caminho. Não se trata de escolher entre direita ou esquerda. Trata-se de perguntar se o discurso e as práticas que apoiamos são compatíveis com aquilo que dizemos professar. Se Jesus pregou o

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POLÍTICA OU BLOCO NA RUA?

Aparentemente, as campanhas eleitorais podem estar perdendo, aos poucos, o uso natural da seriedade que uma candidatura requer. Não se trata de defender uma campanha sisuda, sem alegria ou sem entusiasmo. Mas há uma diferença entre conquistar o eleitor com simpatia e transformar a disputa eleitoral em um espetáculo de rua. Basta observar algumas passeatas e carreatas. De longe, já não se sabe muito bem se estamos diante de uma manifestação política ou de um desfile de bloco carnavalesco. A comissão de frente parece ensaiar passos de rock doido, enquanto os carros de som cumprem seu papel de trilha sonora. E, naturalmente, não poderia faltar o tradicional carro alegórico — agora motorizado, colorido e, às vezes, carregando mais animação do que propostas.  No meio do cortejo, as alas se movimentam.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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