
TERRORISMO DISFARÇADO DE PREVISÃO
Mal começa um novo governo e lá vêm eles: rentistas, bancos, especuladores e outros representantes do mercado financeiro anunciando suas previsões sombrias para a economia do ano seguinte. Inflação fora de controle, crescimento pífio, déficit, desconfiança e toda sorte de ameaças parecem compor um roteiro que se repete a cada mudança de governo. Não se trata de negar a importância das análises econômicas, muito menos de ignorar os riscos reais. A questão é perceber que previsões também podem servir a interesses. Afinal, quem ganha muito com juros elevados, com a dívida pública e com a especulação financeira pode não ter exatamente os mesmos interesses de quem vive do salário, produz, empreende e trabalha. Com a cumplicidade de setores da grande imprensa, muitas dessas projeções ganham manchetes, espaço nobre e aparência




