
BURACOS ALIMENTADOS
No folclore político, nunca falta um observador bem-humorado. Daqueles que falam com a segurança de quem conhece a cidade, a política e, principalmente, os buracos do caminho. Em Bragança, a Pérola do Caeté, surgiu uma dessas figuras com uma observação difícil de contestar: — Se asfalto fosse comida, com certeza o povo estaria numa fase boa de alimentação. E não é que a frase tem sustância? Por aqui, o asfalto aparece, desaparece, remenda, volta a aparecer… Parece até prato feito servido em ano eleitoral. O problema é que o povo não come asfalto. Come esperança, promessa e, quando dá, uma obra bem-feita. No fim, fica a pergunta: será que um dia a Pérola do Caeté terá uma dieta mais equilibrada, com menos asfalto de sobremesa e mais qualidade de vida




