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Pero Vaz de Caminha

NO MESMO RUMO

Parece que, em Bragança, a política vai mostrando que as diferenças nem sempre resistem ao calendário eleitoral. Depois de tantos embates entre situação e oposição, os ventos indicam que o rumo pode ser o mesmo. Se as articulações se confirmarem, ex-prefeito Raimundão, o atual prefeito Mário Júnior e o principal nome da oposição, o deputado estadual Renato Oliveira, devem navegar na mesma embarcação quando o assunto for a disputa para deputado federal: o barco de Jader Filho. Na política, ao que tudo indica, o rio muda de curso, mas o destino pode acabar sendo o mesmo.

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Pero Vaz de Caminha

DISTRIBUIÇÃO DE APOIOS

Na Vila do Acarajó, em Bragança, a política costuma chegar antes dos panfletos. Basta uma roda de conversa, um café ou um encontro na calçada para que as especulações ganhem vida. Desta vez, o assunto que circula entre os moradores é que o deputado estadual Renato Oliveira (Avante) deverá apoiar a candidatura de Jader Filho (MDB) para deputado federal nas eleições de 2026. Ao mesmo tempo, comenta-se que duas vereadoras aliadas do parlamentar seguirão um caminho diferente, declarando apoio a outras candidaturas para o mesmo cargo. Por enquanto, tudo faz parte do enredo das conversas de vila, onde os rumores costumam correr mais rápido que as confirmações. Resta aguardar os próximos capítulos para saber se o que hoje é comentário se transformará em realidade nas urnas.

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Pero Vaz de Caminha

REVELAÇÕES DE BASTIDORES

Aprendemos desde cedo um daqueles ditados que atravessam gerações: “em briga de marido e mulher ninguém mete a colher”. A sabedoria popular sempre quis dizer que certas relações carregam histórias, segredos e códigos que só os envolvidos conhecem.Talvez o velho ditado também caiba, com algumas adaptações, nas brigas entre aliados políticos. Afinal, quando parceiros de longa data rompem, o roteiro costuma seguir um caminho conhecido. Ontem eram companheiros inseparáveis, dividiam palanques, estratégias e confidências. Hoje trocam acusações, revelam bastidores e expõem episódios que, enquanto havia conveniência, permaneciam cuidadosamente guardados. A política tem dessas ironias. Os elogios de ontem podem virar críticas ferozes da noite para o dia, e a lealdade costuma durar enquanto os interesses caminham na mesma direção. Quando a aliança se desfaz, cada um, passa a contar sua

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Pero Vaz de Caminha

DE VERDADE !

O povo costuma dizer que “chegou a hora da onça beber água”. Os romanos preferiam a solenidade de Júlio César: alea jacta est — a sorte está lançada. Mudam os séculos, mudam as línguas, mas o sentido permanece: chega um momento em que não há mais espaço para ensaios. É exatamente o que acontece agora. Com a abertura das convenções partidárias, as eleições de 2026 deixam de ser apenas especulação de bastidores e entram oficialmente em cena. Até ontem havia pré-candidatos, balões de ensaio, pesquisas, recados e desmentidos. Agora começam a surgir os candidatos de fato. Mas, na política brasileira, a travessia nunca é em linha reta. Entre o nome aprovado na convenção e a urna eletrônica ainda existem registros, impugnações, recursos e decisões judiciais. Assim, a pergunta de hoje

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Pero Vaz de Caminha

GESTÃO PÚBLICA OU ‘CABO DE GUERRA’?

Há uma velha brincadeira em que duas equipes puxam uma corda, cada uma tentando arrastar a outra para o seu lado. Ganha quem faz mais força. Perde a corda, esticada ao limite. Na gestão pública, quando o poder se fragmenta sem que haja uma liderança clara, a cena se repete. Ninguém sabe ao certo quem decide, quem responde ou quem conduz. Em vez de convergir para o interesse coletivo, as disputas passam a girar em torno de vaidades, espaços e conveniências pessoais. Enquanto uns puxam para um lado e outros insistem no sentido contrário, a administração fica parada no mesmo lugar. Os problemas da população esperam, as soluções se atrasam e o espírito público cede espaço à competição interna. Governar exige diálogo e participação, mas também requer direção. Quando cada

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Pero Vaz de Caminha

DECIFRANDO 0 ‘HOMEM PRIMATA’

“Homem primata, capitalismo selvagem…” O refrão ecoa como uma provocação que continua atual. Décadas depois de ser escrito, ainda parece descrever um mundo em que a competição vale mais do que a cooperação, e o sucesso costuma ser medido pelo tamanho da conta bancária, não pela grandeza do caráter. A frase “eu aprendi, a vida é um jogo, cada um por si e Deus contra todos” traduz a sensação de quem cresce ouvindo que vencer é uma obrigação e que demonstrar fragilidade é sinal de fracasso. Nesse cenário, o ser humano corre sem parar, disputa espaço, acumula bens e, muitas vezes, perde a capacidade de enxergar quem está ao lado. A ironia da canção está justamente em chamar esse comportamento de “homem primata”. Apesar de todo o avanço tecnológico e

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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