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Pero Vaz de Caminha

UMA QUESTÃO DE ESCOLHA PESSOAL

Nunca é demais lembrar a célebre frase de Martin Luther King Jr.: “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons.” Há pensamentos que atravessam o tempo justamente porque continuam encontrando lugar nos acontecimentos do presente. Essa frase é um deles. Vivemos em uma democracia na qual cada cidadão tem o direito — e, no Brasil, o dever — de escolher seus representantes pelo voto. Ainda assim, não é raro encontrar alguém que diga estar à espera de uma orientação de seu líder religioso para saber em quem votar, como se a consciência individual pudesse ser terceirizada a uma autoridade. A fé pode iluminar caminhos, inspirar valores e ensinar princípios. Mas uma democracia exige cidadãos capazes de pensar, discernir e fazer suas próprias escolhas.

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Pero Vaz de Caminha

BARULHO DE TAMBOR

Pelo “olhar mágico da experiência”, às vezes não é preciso esperar a apuração para perceber para onde sopra o vento. Nas disputas locais entre as candidaturas “da terra” para as eleições proporcionais em Bragança, certas diferenças já parecem bastante visíveis. Há quem prefira o estrondo, o palco, a fotografia e o anúncio em alto volume. Outros, mais silenciosos, vão construindo seu caminho sem precisar transformar cada passo em espetáculo. Na política, como na vida, barulho nem sempre significa força. E é justamente aí que a velha sabedoria do humorista da democracia, Barão de Itararé, continua atual: “O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.” No fim, as urnas costumam ter uma maneira muito própria de separar o som do conteúdo.

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Pero Vaz de Caminha

TRACUATEUA O “PORTO SEGURO” DA CANDIDATA

Na política, às vezes, a distância entre um abandono e um acolhimento cabe apenas em alguns quilômetros. É o que parece acontecer com a candidata a deputada federal Lena Pinto, que, depois de perder parte do apoio que tinha em Bragança, encontrou em Tracuateua, município vizinho, uma espécie de porto seguro. Enquanto os antigos aliados parecem ter tomado outros rumos, os novos anfitriões tratam de abrir as portas. E há quem diga que a mudança de ares pode ser mais do que simbólica: pesquisas recentes já colocariam Lena entre as candidatas com chances de vitória nas próximas eleições. Nos bastidores, entre uma conversa e outra, aliados costumam recorrer ao velho humor político do Barão de Itararé: “Dizes-me com quem andas e eu te direi se vou contigo”. Na política, como

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Pero Vaz de Caminha

O RISCO DA MUDANÇA

Trocar o certo pelo duvidoso nunca foi um bom caminho na vida. Muitas vezes, movidos pela impaciência, pela insatisfação ou pela promessa de algo melhor, abandonamos aquilo que conhecemos para apostar no que ainda não sabemos onde vai dar. Na política, não é diferente. A troca pode até parecer necessária, mas toda mudança carrega consigo um risco. E, quando a escolha é feita mais pelo desejo de romper com o presente do que pela certeza de um futuro melhor, a conta pode ser alta. Há ainda a ansiedade criada pela expectativa. Promessas crescem, esperanças se multiplicam e, quando a realidade chega, nem sempre corresponde ao que foi imaginado. O entusiasmo de hoje pode transformar-se na frustração de amanhã. Por isso, antes de trocar o certo pelo duvidoso, talvez seja prudente

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Pero Vaz de Caminha

BATE PAPO NO ACARAJÓ

O ex-deputado Joércio Barbalho recebeu com muita alegria em sua residência na vila do Acarajó, em Bragança na Pérola do Caeté, a visita de Rafael Franco, assessor do deputado estadual Victor Dias e José Neto, assessor do professor Maneschy, candidato a deputado federal. Uma agradável conversa sobre política, tanto as do passado como as atuais. As articulações fazem partes de uma campanha eleitoral.

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Pero Vaz de Caminha

DNIT É CRITICADO NO NORDESTE DO PARÁ

Há lugares onde a paciência do povo parece ter prazo de validade. Na região nordestina do Pará, a impressão é de que essa paciência já passou — e faz tempo. O DNIT, que deveria ser presença de solução, começa a ganhar a incômoda fama de “persona non grata” por conta dos contínuos atrasos em obras, conclusões e reparos nas rodovias federais, as conhecidas BRs. Enquanto os prazos vão sendo empurrados para frente, quem precisa das estradas continua enfrentando buracos, trechos deteriorados, poeira, lama e, principalmente, a incerteza de quando a situação será finalmente resolvida. Promessas de conclusão parecem seguir o mesmo destino de algumas obras:  ficam pelo caminho. E cada novo atraso aumenta a desconfiança de quem depende das rodovias para trabalhar, transportar mercadorias, viajar ou simplesmente chegar em segurança

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

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