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Pero Vaz de Caminha

REFLEXÃO SOBRE EMENDAS PARLAMENTARES

Nas redes sociais, tornou-se comum ver deputados anunciando que determinada emenda foi paga e que o dinheiro já está na conta de uma prefeitura ou entidade. À primeira vista, parece apenas uma prestação de contas. Porém, para muitos cidadãos, a mensagem pode soar como uma cobrança silenciosa de reconhecimento político. Afinal, os recursos das emendas não saem do bolso do parlamentar, mas dos cofres públicos, abastecidos pelos impostos pagos pela população. Quando a divulgação enfatiza a figura do deputado como responsável direto pela chegada do dinheiro, cria-se a impressão de favor pessoal, e não de uma decisão institucional prevista no orçamento. Não se pode afirmar que toda emenda parlamentar seja compra de votos. Em muitos casos, elas financiam obras e serviços importantes. Mas a linha entre informar e promover-se politicamente

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DEPUTADO APONTA CORRUPÇÃO EM AUGUSTO CORRÊA

O prefeito Estrela do município de Augusto Corrêa no nordeste do Pará parece ter perdido a luminosidade junto ao deputado estadual Zeca Pirão. Na tribuna da Assembleia Legislativa do Pará o parlamentar produziu uma escuridão na situação política do prefeito. No entanto deu brilho às suspeitas de fraudes e corrupções que estariam acontecendo na gestão do município. Apontou possíveis irregularidades investigadas pelo Ministério Público. Ainda denunciou que o processo estaria parado no ‘parquet’, mas que ele iria provocar a movimentação do mesmo.   

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INCONFORMADOS

No esporte coletivo, há atletas que deixam o time, mas continuam se comportando como se ainda fossem titulares. Ficam à beira do campo dando instruções, questionando jogadas e imaginando que a partida ainda gira em torno deles. Na gestão pública, acontece algo parecido. Alguns não se conformam com a condição de “ex”. A saída do cargo encerra o mandato, mas não o desejo de comandar. Mesmo fora da escalação, insistem em ocupar os bastidores, alimentando a esperança de que a autoridade de ontem ainda tenha o mesmo peso de hoje. Enquanto isso, o jogo segue. Novos jogadores entram em campo, novas estratégias são testadas e a torcida espera resultados. Afinal, em qualquer equipe, saber a hora de passar a bola é tão importante quanto saber a hora de deixar o

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JOGO DA VIDA

Relembrando o que escrevemos em 2014 -, Quando dizem que eu não sou. Eu sou. Quando dizem que eu não vou. Eu vou. Quando dizem que eu não chego. Eu chego. Sou do ramo. Não preciso ser papagaio de pirata. Estou acostumado a cotoveladas, na tentativa da ultrapassagem pelos mais afoitos. Quando me criticam. Sinto que estou bem. Estou em evidência positiva. Campanha não é corrida de 100 metros rasos é maratona de longo curso. Uso mais o cérebro do que os músculos. Não me reciclo, me renovo. Uma boa vitória só é completa com muitas dificuldades.

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TABULEIRO POLÍTICO

Embora em todas as eleições exista um pouco de tudo, algumas conseguem superar qualquer expectativa. No Pará, por todos os lados, parece estar em grande proporção o inevitável “jogo duplo”. Candidatos recebem apoios que nem sempre significam fidelidade, aliados sorriem para um lado enquanto acenam para outro, e a política ganha contornos de uma verdadeira encenação. O fenômeno não é novo. Ao longo da história, vários políticos já comentaram, de forma direta ou indireta, sobre a tentação da traição nos pleitos eleitorais. Afinal, em tempos de campanha, promessas e compromissos muitas vezes têm prazo de validade menor que os próprios santinhos. A prática se tornou tão conhecida no imaginário popular que até o cinema encontrou inspiração no tema. O sugestivo título “Trair e Coçar é Só Começar” parece servir perfeitamente

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PEGAR A ALÇA OU FECHAR A TAMPA DO CAIXÃO?

A política partidária, além dos discursos, dos programas e das disputas eleitorais, construiu ao longo do tempo um vocabulário próprio, repleto de metáforas que traduzem, com certo humor e muito realismo, os bastidores das campanhas. Entre essas expressões, duas chamam a atenção pela força de suas imagens: “pegar em alça de caixão” e “fechar a tampa de caixão”. A primeira costuma ser reservada àqueles que decidem embarcar em candidaturas já consideradas inviáveis. É o militante, o apoiador ou o aliado que, por lealdade, convicção ou simples cálculo equivocado, assume publicamente a defesa de um projeto político sem perspectivas concretas de vitória. No imaginário partidário, estaria ajudando a carregar um caixão cujo destino já parece conhecido. Já “fechar a tampa de caixão” representa um estágio ainda mais avançado da derrota. É

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

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