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Pero Vaz de Caminha

HEMOPA MUITO MAIS EM BRAGANÇA

Na região bragantina no Pará, fala-se muito em obras, asfalto e promessas de campanha. Mas há uma necessidade que deveria estar acima dos discursos: fortalecer a hemoterapia em Bragança. A Agência Transfusional da Fundação Hemopa cumpre um papel importante, mas poderia fazer muito mais se fosse transformada em um Núcleo de Hemoterapia, ampliando suas atribuições, inclusive para receber doações de sangue. Hoje, quando surge a necessidade de abastecimento ou de determinadas deliberações, a resposta depende de unidades em Capanema ou Castanhal. Em situações que exigem rapidez, cada minuto faz diferença. É uma pauta que ultrapassa interesses políticos. Trata-se de garantir mais autonomia para Bragança e melhor atendimento para toda a região. O sangue que salva vidas não pode ficar preso aos caminhos da burocracia. Talvez esteja na hora de os

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Pero Vaz de Caminha

DESCULPA DE AMARELO É COMER BARRO

Entre as justificativas apresentadas por Donald Trump para impor tarifas de 25% ao Brasil estaria a preocupação com o desmatamento. O argumento até poderia soar nobre, se não viesse de quem transformou a pauta ambiental em alvo de ataques durante seu primeiro mandato. Convém lembrar que o Acordo de Paris, firmado pelos Estados Unidos em 2016, teve sua retirada anunciada por Trump em 2017, numa das decisões mais criticadas da política ambiental internacional. Por isso, quando o discurso ambiental aparece como argumento para pressionar outros países, fica difícil não enxergar uma boa dose de conveniência. Na política, às vezes, o problema não é a falta de memória. É o excesso de seletividade. A expressão “desculpa de amarelo é comer barro” é um ditado popular usado para rebater justificativas sem sentido,

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Pero Vaz de Caminha

A DISSIMULAÇÃO CONTINUA

Há cadeiras que nunca ficam vazias. Quando alguém se levanta, deixa nelas um pedaço da própria vontade. O sucessor chega com novas ideias, mas descobre logo que a maior resistência nem sempre vem dos adversários. Muitas vezes, vem de quem ocupava o lugar antes. No poder, é quase impossível ao substituído aceitar, com serenidade, as decisões do substituto. O discurso público costuma ser elegante: desejam sucesso, falam em continuidade, elogiam a democracia ou o espírito de equipe. Nos bastidores, porém, cada mudança parece uma crítica silenciosa ao passado. Talvez por isso alguns repitam, com um sorriso bem ensaiado, que as palavras foram feitas para encobrir os pensamentos. E, enquanto os discursos prometem harmonia, o silêncio revela que a disputa pela cadeira continua, apenas sem plateia.

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TRANSPARENTE CRIME ELEITORAL

Há quem diga que certas emendas parlamentares sem transparência são apenas um instrumento de gestão. Outros, porém, enxergam algo bem diferente. Para alguns analistas e juristas brasileiros, quando o dinheiro público percorre caminhos obscuros, sem critérios claros e sem fiscalização efetiva, a política deixa de servir ao cidadão e passa a alimentar interesses eleitorais. Na praça das opiniões, cresce a desconfiança de que recursos distribuídos sem transparência possam funcionar como uma forma indireta de conquistar apoio político e eleitoral. Se assim for comprovado em casos concretos, caberá à Justiça avaliar se houve violação da legislação, inclusive a prática de crimes eleitorais. A democracia não se fortalece com sombras. Ela exige luz sobre cada centavo gasto, porque transparência não é favor: é obrigação de quem administra recursos públicos.

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PALAVRAS AO VENTO

Há discursos que nascem do calor do instante. São palavras moldadas pela emoção, pelo entusiasmo de quem fala e pelo encanto de quem ouve. No improviso, elogios costumam surgir com facilidade, como se fossem a forma mais rápida de agradecer ou reconhecer alguém. Mas toda exaltação pública carrega um efeito colateral. Ao colocar uma pessoa no pedestal, outras podem sentir que seu esforço foi esquecido. O brilho concentrado em um único nome, ainda que sem intenção, pode lançar sombras sobre muitos. O cuidado precisa ser ainda maior quando o homenageado ocupa ou pretende ocupar um espaço político. Um discurso espontâneo, repetido e divulgado, pode deixar de ser apenas um gesto de reconhecimento para se transformar em instrumento de propaganda eleitoral. Nesse momento, a emoção do improviso cede lugar às interpretações,

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Pero Vaz de Caminha

APOIO DE HELDER PARA RAIMUNDÃO E CHICÃO

Na política, há encontros que falam mais do que longos discursos. Foi assim com a visita do ex-prefeito Raimundão, de Bragança, ao ex-governador Hélder Barbalho, em sua residência. Entre conversas, lembranças e projeções para o futuro, veio um gesto de prestígio: o pedido para que o povo bragantino, nas próximas eleições, eleja Raimundão como deputado estadual. A cena também guarda uma curiosidade. Raimundão e Chicão, pré-candidato ao Senado, compartilham a mesma origem: ambos nasceram em Cruzeiro do Sul, no Acre. O destino os trouxe ao Pará, onde construíram suas trajetórias públicas e hoje buscam escrever novos capítulos na história política do estado.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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