EMOÇÕES MUDAM

Ter opiniões é o mais importante. Alguns se chamam de escribas, para disfarçar a falta de humildade, mesmo sem saber o que seja e o que signifique a palavra. Como escribas eram interpretadores das leis hebraicas eu prefiro ser apenas alguém que apenas escreve. Aos que pensam que um homem público perde a sua estatura por decisões tomadas, enganam-se. Estes podem conseguir recuperação,  em razão de mudanças no futuro. E com certezas as opiniões também mudam. Só a história pode julgar um homem público, quando os adversários, os interesses e as emoções também já se despediram. Estrategicamente pode dar certo dividir um grupo, dando a um, privilégios, e tirando-os de outro. Isto é momentâneo. Apenas uma vitória circunstancial. O perigo é quando o divisor não puder dar mais do que

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ESTORVADO

A gente passa metade da vida achando que paciência é virtude — e é mesmo, até o ponto em que deixa de ser. Porque tem hora que o mundo dá sinais claros, quase escreve em letras garrafais: “você não precisa mais aturar isso”. Mas a gente insiste, como quem segura porta emperrada esperando que ela vire passagem. Até que um dia cansa. E nesse dia, curiosamente, nada explode. Não tem grito, não tem drama. Só um silêncio decidido, a descoberta simples de que suportar o incômodo não é prova de força, mas de atraso. E então a gente levanta, ajeita a própria dignidade no lugar certo e segue. No fundo, era só isso: perceber que o peso nunca foi obrigatório — foi hábito. E hábito, quando estorva, merece aposentadoria.

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A MESMICE DO MESMO

Nas conversas que esquentam as eleições brasileiras de 2026, o país parece uma sala cheia de vozes, cada uma puxando um fio diferente de preocupação — e todas, de algum modo, interligadas. Há quem fale do bolso, porque o preço do feijão continua sendo tão político quanto qualquer discurso de palanque. A economia vira personagem: ora tímida, ora cheia de promessas, sempre exigindo explicações. No fundo, o eleitor quer saber se o amanhã vai caber no orçamento. Logo ao lado, outro grupo discute segurança pública. Uns defendem mais estrutura, outros mais inteligência, muitos apenas querem caminhar sem medo. É curioso como todos concordam no diagnóstico, mas discordam ferozmente da receita. Do outro lado da roda, a saúde ocupa lugar permanente na pauta. Aprendemos nos últimos anos que hospital lotado não

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CAMELÔS DE VOTOS

Os políticos, por necessidade sempre tiveram olhos de mosca, ou seja, sempre alertas com visão para os lados, pra baixo e pra cima, enfim, com olhar amplo para não serem apanhados pelas surpresas. Além disso faz tempo, que não acreditam mais em Papai Noel. No momento de eleições é preciso mais atenção ainda com os predadores (principalmente as aves de rapina), que de maneira enganosa procuram demonstrar aos candidatos ter votos suficientes para ajuda-los. Esses são os mais perigosos que procuram por antecipação, aqueles candidatos que exibem publicamente ter bastante dinheiro para gastar em campanha. No caso, são verdadeiros tambores (só barulho) e como dizia o Barão de Itararé – O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.

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DOR DE VIÚVA

Os políticos fazem parte da humanidade e como tal agem, com todos os ingredientes do ser humano (errados ou certos). Se pudéssemos transformar o cenário brasileiro em peça teatral a cena seria de um velório e logo após um enterro de um cidadão casado. Tanto no velório como no enterro a viúva enlutada recebe da maioria dos presentes, os sentimentos de pesar, oferecimento de apoio em qualquer circunstância, enfim toda a solidariedade possível. Depois de alguns dias, passado o momento do sofrimento ou passado o luto; as propostas apresentadas perdem o valor e não são mais respeitadas pelos propositores. Este é o mundo e não só o mundo político. Segundo um internauta – Nelson Rodrigues dizia que:” Uma dor de viúva dura 48 horas”.

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SER POLÍTICO NÃO DEPENDE DE CONSANGUINIDADE

Ser político não vem no sangue — embora muita gente ainda tente provar o contrário, exibindo sobrenomes como se fossem títulos de propriedade. A verdade é que nenhum gene carrega vocação pública, nenhum DNA traz gravado o interesse coletivo. O que se herda, quando muito, são as histórias de família, as conversas na mesa, os exemplos — bons ou ruins — que rondam a infância. O resto é escolha pessoal, lapidada no atrito entre caráter e ambição. Há quem confunda berço com mérito, como se a cadeira do poder viesse acompanhada de manual de instruções passado de pai para filho. Mas política não é herança de fazenda. É um ofício que se constrói na prática, na escuta, no respeito, no senso de justiça. Ou, quando mal exercido, na sede de

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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