SILÊNCIO SEPULCRAL

O silêncio que se instala após certas vitórias políticas não é o da reflexão, mas o da conveniência. Bastou o resultado sair do jeito esperado — graças a artimanhas que nunca aparecem na propaganda — e o verbo foi recolhido ao bolso, junto com o sorriso contido. Esse silêncio não é falta de assunto. É excesso de cálculo. Melhor, então, posar de estadista ponderado, como se a quietude fosse virtude e não estratégia. É um mutismo seletivo. Por fim, o silêncio revela mais do que qualquer discurso. Ele confirma que a vitória não pediu aplausos porque não suportaria perguntas. E assim a política segue, provando que, para alguns, o maior talento não é convencer — é desaparecer no momento exato em que deveriam explicar. O fato exposto é apenas que

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DE DOIDO APENAS O DISCURSO

Ele vive dizendo que é doido, que fala o que pensa e age por impulso, gosta de ser chamado de doido. Mas a loucura, curiosamente, nunca chega perto do próprio bolso. Não rasga dinheiro, não despreza privilégios, não abre mão de vantagens. A “doidice” é só no discurso, bem calculada, ensaiada para parecer coragem. Porque, no fundo, há políticos que podem até fingir descontrole — mas quando o assunto é dinheiro, a sanidade é absoluta.

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OS PRIMEIROS SINAIS

Por muito tempo um longevo político paraense, que conseguiu chegar a quase todos os cargos eletivos, desde de a instância municipal até à federal, costumava comentar o cargo de prefeito de Belém – muito perigoso e muito difícil de governar, em quase todos os aspectos. Por isso mesmo nunca se atreveu a se candidatar para esta proeza. Grande verdade! O atual prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), deve estar arrependido da missão que recebeu e aceitou. Parece que a real carruagem começa a andar e ele somente agora percebe os solavancos iniciais.

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COM OUTRA INTENÇÃO

Dizem que a história não anda em linha reta; ela prefere os atalhos do vento. A influência holandesa que um dia fincou bandeiras em Pernambuco — nos traços urbanos de Recife, no açúcar organizado, na teimosia de planejar — parece ter pegado carona nas marés do Atlântico e subido a costa. Agora, ela sussurra em Belém do Pará. Não vem em caravelas nem com Maurício de Nassau à frente e nem com qualquer holandês. Chega discreta, em parcerias e interesses pessoais que falam por si só. Pernambuco já foi laboratório; Belém, agora é vitrine cobiçada de alguns pernambucanos. A história, afinal, repete-se não como cópia, mas como intenção de lucros mais fáceis

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O RETORNO DA VEREADORA EM BRAGANÇA

A cassação da vereadora Tati Rodrigues pela Câmara Municipal de Bragança, no Pará, por falta de decoro parlamentar, poderá sofrer uma metamorfose. No caso um efeito bumerangue contra a própria Câmara. Um pedido de Mandado de Segurança pelo advogado da vereadora, já foi submetido ao Ministério Público, já obteve parecer favorável. Faltando apenas a decisão judicial. Se isto acontecer o presidente do Legislativo terá que cumprir o mandado e a vereadora deverá voltar para a bancada, com todos os direitos que lhes foram cassados.

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INELEGIBILIDADE DE RENATO

Afinal de contas, depois do recurso imposto, o deputado Renato Oliveira (MDB) está inelegível ou não? Para alguns, depende menos da lei e mais do momento, para outros o recurso teria demonstrado mais uma derrota para o parlamentar. Enquanto os advogados recorrem, o mandato respira por aparelhos; enquanto os tribunais divergem, a dúvida governa (embora pareça não haver divergências factíveis). No fim, a pergunta não é jurídica, é prática: vai disputar a próxima eleição ou não? Porque, na política, a verdade costuma chegar sempre depois do prazo final.

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“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma”

 
Joseph Pulitzer

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