O escândalo de corrupção que atinge o entorno imediato do presidente argentino Javier Milei começa a se refletir diretamente na percepção de investidores. Analistas apontam que a combinação entre perda de confiança, deterioração fiscal e volatilidade monetária aumentou o risco político às vésperas das eleições de setembro e outubro, corroendo a credibilidade do governo junto aos mercados.
Segundo relatório do Bradesco BBI, os áudios que implicam Karina Milei — irmã e secretária-geral da Presidência — intensificaram a polarização e fragilizaram a governabilidade. O banco destacou que “escândalos políticos fragmentam o cenário, minando a reputação e a confiança; a perda de influência no Congresso leva a uma expansão fiscal não planejada, em conflito com as metas do FMI”.
Fonte : InfoMoney