Começa o ano eleitoral e, junto com os fogos que ainda ecoam do réveillon, estouram também as especulações. Antes mesmo de o calendário virar de verdade, já tem candidato em modo “quase”, pré-candidato em modo “talvez” e apoiador jurando fidelidade eterna — até a próxima conversa de esquina. Nos cafés, nas feiras e nos grupos de WhatsApp, nomes são lançados como balões de festa: alguns sobem rápido, outros murcham antes do Carnaval. Todo mundo sabe de tudo, ninguém confirma nada, mas todos garantem que “a fonte é segura”. É o ritual de sempre. O ano mal começou, mas a política já corre em ritmo de campanha. E, como manda a tradição, o eleitor assiste de longe, desconfiado, esperando para ver quem ainda estará de pé quando a especulação virar voto.