Acabaram as festas? Ainda não. Quando o último confete é varrido da praça, já se escuta ao longe o tambor do carnaval se aproximando. Os gestores públicos brasileiros, atentos ao calendário e às câmeras, afinam discursos, testam sorrisos e revisam figurinos. Uns chamam de investimento cultural; outros, de ensaio eleitoral. Entre palcos e palanques, a festa continua — muda apenas o ritmo, porque o show, em ano pré-eleitoral, nunca sai de cartaz.