Todo líder, cedo ou tarde, aprende essa lição incômoda: não existe unanimidade fora dos cemitérios. Liderar é caminhar com aplausos de um lado e vaias do outro, às vezes trocando de lugar no meio do trajeto. O mesmo gesto que inspira devoção em uns provoca rejeição em outros. Quem decide, desagrada; quem comanda, divide; quem aponta um rumo, inevitavelmente deixa alguém para trás. Ser amado e odiado não é falha do líder — é sinal de que ele existe, age e incomoda. Afinal, a indiferença é privilégio apenas de quem não lidera ninguém.