Depois de um grandioso conflito mental, acompanhado de um silêncio apropriado, resolvemos analisar duas características humanas e suas diferenças. Para isto, aproveitamos a política partidária brasileira como pano de fundo, e concluímos – Na política, a sapiência fala baixo e age no tempo certo; a torpeza fala alto, tropeça muito e se acha virtuosa. O sábio entende que poder é instrumento, não espelho. O torpe confunde cargo com grandeza e aplauso com razão. Enquanto a sapiência constrói pontes — mesmo com adversários — a torpeza prefere cavar valas e depois culpar o terreno. Um governa pensando no amanhã; o outro sobrevive do agora, colecionando frases de efeito e decisões vazias. No fim, a política revela seu juízo mais severo: a sapiência pode até perder eleições, mas ganha a história. A torpeza, quando vence, cobra caro — e a conta nunca chega apenas para quem a praticou.