O GARIMPO ELEITORAL

Dizem que o ouro já não brilha como antes, mas no Nordeste Paraense o que reluz mesmo são votos. De repente, a região deixou de ser apenas rota de praias, farinha boa e peixe fresco para virar o novo pré-sal eleitoral do estado. Para 2026, não se fala em outra coisa: onde tem uma vila, tem um pré-candidato; onde tem um campo de futebol, tem promessa; onde tem um microfone, tem discurso. É tanta visita ilustre que até poste já se sente importante — nunca recebeu tanto abraço. O asfalto prometido ganha urgência, a ponte esquecida vira prioridade e até aquele projeto guardado na gaveta reaparece com pó e tudo. No fim das contas, o Nordeste Paraense virou a menina dos olhos de quem sonha com as vitórias — não pelo charme das marés, mas pela maré de votos. E como todo garimpo, há quem venha com bateia… e há quem saia só com lama na bota.

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