Ser apenas oposição, por alguns fatores ou por discordâncias pontuais de certos valores políticos, nada significa por si só. O gesto de negar é fácil; difícil é construir. A crítica vazia faz barulho, mas raramente move as engrenagens da realidade. Ser opositor exige mais do que levantar a voz — exige apontar caminhos. Projetos factíveis, ideias que possam sair do papel, coerência entre o que se diz e o que se propõe. Sem isso, a oposição vira apenas eco, repetindo descontentamentos sem oferecer horizonte. No fim, a política que transforma não é a que apenas resiste, mas a que, mesmo do outro lado da mesa, consegue mostrar que há outro modo possível de fazer.