“Velho, sim. Velhaco, não’’- A frase de Ulysses Guimarães atravessou o tempo como um recado direto à consciência pública. Na época, era resposta a quem confundia idade com fraqueza e experiência com atraso. Hoje, porém, ela parece ecoar em outro sentido. Nos dias atuais, o problema já não é apenas a idade de quem está no poder, mas a integridade. Há jovens velhacos e velhos dignos; há discursos modernos que escondem práticas antigas. A frase continua atual porque lembra algo simples: o caráter não envelhece — ou se tem, ou não se tem. Num tempo de redes rápidas e memórias curtas, a política muitas vezes troca a verdade pela conveniência. Por isso, repetir “velho, sim; velhaco, não” é mais do que defender a honra de um homem. É cobrar de todos — jovens ou velhos — aquilo que nunca deveria sair de moda: decência.