Na política, o tempo tem o estranho costume de apagar as cicatrizes. Aqueles que ontem trocavam acusações em praça pública, hoje dividem o mesmo palanque, sorrindo como velhos amigos. Não é exatamente reconciliação — é necessidade. A política tem dessas ironias: adversários de ontem viram aliados de hoje, não porque esqueceram o passado, mas porque o presente exige. E assim seguem, lado a lado, provando que, nesse jogo, a memória é curta e os interesses são longos.