O voo solo na política é um exercício muito difícil, principalmente aqui no Pará onde uma campanha eleitoral não é cara, é caríssima. Razões são óbvias principalmente pelas dificuldades de deslocamentos e outras que necessitam de custos elevados para suas realizações.
Da direção de um partido, principalmente aqueles com maiores estruturas, pouco pode ser esperado em uma candidatura a deputado estadual ou federal, notadamente os que são órfãos de padrinhos. O dinheiro vem sim, do Fundo Partidário ou de doações permitidas (às vezes, não), mas infelizmente ele é consumido pelas candidaturas ao Senado ou ao Governo e o que sobra (talvez) é distribuído entre os apadrinhados.
Pelas andanças que já começaram, mesmo não estando em período permitido é visível a olho nu perceber os que pertencem aos “escolhidos”. O restante será apontado na “convenção” apenas para cumprir a legislação e com os votos ajudar “os notáveis” ligados à cúpula partidária.
Esta situação compreende também aqueles que foram eleitos na passada e tentam a reeleição. Caso, algum tenha desgostado um cacique partidário, com certeza irá para vala comum, ou seja, cai automaticamente da confortável categoria dos “notáveis”.
Mesmo aquele que fez carreira política iniciando em uma câmara municipal, passando a deputado estadual e galgado a Câmara Federal, não lhe garante apoio imediato e a derrota será inevitável.
Consequentemente por ter caminhado todo este período apoiado por um influente dirigente (caso do jabuti agasalhado em árvore) e agora tenha causado dissabores a este, com certeza retorna à sua origem, com probabilidades de não se eleger em nenhuma outra candidatura mesmo para a inicial.
A este chamamos de plutocrata. Como o jabuti na árvore, quem o colocou pode tira-lo!