As más companhias no período eleitoral são como sombras que só aparecem quando a luz do poder acende. De repente, surgem amigos que nunca existiram, aliados que brotam do chão e conselheiros que sabem tudo — menos quem você realmente é. Eles batem nas costas, apertam a mão, elogiam com entusiasmo ensaiado. Querem proximidade, mas não compromisso; parceria, mas não responsabilidade. No fundo, são como passageiros oportunistas que só sobem no ônibus quando ele parece cheio de chances e descem no primeiro solavanco. No período eleitoral, eles se multiplicam, rondam, sussurram, oferecem atalhos. Mas basta o resultado sair para que desapareçam tão rápido quanto chegaram — deixando apenas o silêncio e a certeza de que companhia boa, mesmo, não muda com o calendário.