Dizem que a história não anda em linha reta; ela prefere os atalhos do vento. A influência holandesa que um dia fincou bandeiras em Pernambuco — nos traços urbanos de Recife, no açúcar organizado, na teimosia de planejar — parece ter pegado carona nas marés do Atlântico e subido a costa. Agora, ela sussurra em Belém do Pará. Não vem em caravelas nem com Maurício de Nassau à frente e nem com qualquer holandês. Chega discreta, em parcerias e interesses pessoais que falam por si só. Pernambuco já foi laboratório; Belém, agora é vitrine cobiçada de alguns pernambucanos. A história, afinal, repete-se não como cópia, mas como intenção de lucros mais fáceis