Em Bragança, no Pará, o cenário político anda parecendo um igarapé sem controle. As jacintas (insetos) se multiplicam na superfície, bonitas à primeira vista, mas sufocando o que está embaixo. Assim também surgem discursos floridos, ocupando todo o espaço, enquanto o essencial fica sem ar. Nos bastidores, ratos correm apressados, mudam de lado conforme a maré e sobrevivem de restos, sempre atentos a qualquer migalha de poder. Já os gatos, que deveriam manter a ordem, às vezes preferem fechar os olhos, outras vezes fingem caçar apenas para manter a pose. No confronto, ninguém é exatamente predador ou presa. Há mais igualdade do que se admite: todos disputando território, todos alegando utilidade pública. No fim, o povo observa a fauna crescer, a água turvar, e se pergunta quando alguém vai limpar o rio em vez de só aprender a nadar nele.
Uma resposta
Olha amigo não é só ai em Bragança eu tenho a impressão que é no paiz todo esta contaminado com sujeiras que está fedendo os morcegos não sente o cheiro os abutres a proveita os restos.