Decidir é um ato solitário, ainda que cercado de conselhos e influências. No instante da escolha, a decisão pode nascer da coragem ou do medo, da razão ou do impulso, mas nunca sai ilesa: carrega sempre um rastro de consequências. Seria como em uma bifurcação ao escolher o caminho, divisão ou separação de algo em dois ramos ou partes. Algumas decisões florescem rápido, rendem aplausos e aliviam a consciência. Outras germinam devagar, silenciosas, e quando dão fruto já não há como fingir surpresa. O curioso é que quase nunca somos julgados pela intenção, e sim pelo resultado — ainda que o acaso tenha dado seu empurrão. No fim, decidir é aceitar o risco de errar e a obrigação de assumir. Porque toda escolha, boa ou ruim, cobra seu preço. E a conta, invariavelmente, chega.