Trocar o certo pelo duvidoso nunca foi um bom caminho na vida. Muitas vezes, movidos pela impaciência, pela insatisfação ou pela promessa de algo melhor, abandonamos aquilo que conhecemos para apostar no que ainda não sabemos onde vai dar. Na política, não é diferente. A troca pode até parecer necessária, mas toda mudança carrega consigo um risco. E, quando a escolha é feita mais pelo desejo de romper com o presente do que pela certeza de um futuro melhor, a conta pode ser alta. Há ainda a ansiedade criada pela expectativa. Promessas crescem, esperanças se multiplicam e, quando a realidade chega, nem sempre corresponde ao que foi imaginado. O entusiasmo de hoje pode transformar-se na frustração de amanhã. Por isso, antes de trocar o certo pelo duvidoso, talvez seja prudente perguntar: estamos realmente diante de uma oportunidade ou apenas cansados demais para reconhecer o valor daquilo que já temos? Na vida e na política, nem toda mudança significa avanço. Às vezes, o maior erro é descobrir tarde demais que o conhecido, com todos os seus defeitos, ainda era melhor que o desconhecido.