Pelo “olhar mágico da experiência”, às vezes não é preciso esperar a apuração para perceber para onde sopra o vento. Nas disputas locais entre as candidaturas “da terra” para as eleições proporcionais em Bragança, certas diferenças já parecem bastante visíveis. Há quem prefira o estrondo, o palco, a fotografia e o anúncio em alto volume. Outros, mais silenciosos, vão construindo seu caminho sem precisar transformar cada passo em espetáculo. Na política, como na vida, barulho nem sempre significa força. E é justamente aí que a velha sabedoria do humorista da democracia, Barão de Itararé, continua atual: “O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.” No fim, as urnas costumam ter uma maneira muito própria de separar o som do conteúdo.