Houve uma época em que era comum ouvir, nos corredores da vida pública, que não se deveria brigar com quem usava saia, batina, toga ou manto. Não era exatamente uma questão de respeito à roupa, mas de prudência diante de quem a vestia. A saia representava certas majestades, a batina inspirava reverências, a toga lembrava que a lei também tinha seus sacerdotes e o manto, bem… o manto sempre pareceu esconder alguma coisa. Com o tempo, descobrimos que as vestimentas mudam, mas o velho conselho permanece: cuidado ao comprar briga com quem tem o poder de transformar uma simples discussão em cerimônia oficial. Talvez porque, na vida pública, mais importante que estar certo seja descobrir, antes de levantar a voz, quem está usando a roupa adequada para dar a última palavra.