Há momentos em que a política parece uma comédia escrita às pressas. O palanque está montado, a multidão espera, os discursos prometem entusiasmo — e, de repente, surge a pergunta que ninguém esperava: porque esqueceu de citar o nome do candidato que possivelmente apoia. É apenas um detalhe, diriam os mais otimistas. Talvez. Mas há detalhes que entram em cena justamente para roubar a cena. Porque apoiar alguém que não lembra, em pleno palanque, é uma dessas situações em que a memória resolve fazer oposição à retórica. No fim, fica aquela velha dúvida: é apoio político ou apenas presença confirmada no evento?