Há uma regra silenciosa que move o mundo, embora ninguém goste de admitir: quem está embaixo, a qualquer modo, quer ficar em cima. Não importa o caminho, o importante é subir. A fila anda, os cargos mudam, as vozes se trocam — mas o desejo é o mesmo: deixar de obedecer para mandar, deixar de ser esquecido para ser temido. E quando enfim chega ao topo, o sujeito que um dia se dizia justo e humilde, descobre que o poder também é um espelho: ele mostra o que você sempre foi, não o que você finge ser.