CONTEÚDO DE MARCA NÃO É NOTÍCIA

Outro dia, rolando o feed dei de cara com uma “reportagem” impecável: foto bem iluminada, título sério, promessa de solução para tudo. Li dois parágrafos e já estava quase convencido — até tropeçar numa palavrinha miúda, discreta, envergonhada no canto: “conteúdo de marca”.  Fica ali, quase pedindo desculpa por existir. Notícia de jornal deve ter apuração, já o tal conteúdo de marca tem outro perfume — mais doce, mais alinhado, mais interessado em agradar do que em duvidar. Não é que seja proibido, nem pecado. E o eleitor, no meio disso tudo, vira também leitor — ou pelo menos deveria. Um leitor atento, que desconfia de elogios fáceis, que estranha unanimidades, que procura saber quem está pagando a conta daquela história tão bem contada.

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“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

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