Alguns políticos, quando apanhados em falcatruas, acreditam que a melhor defesa é falar sem parar. Convocam entrevistas, inflam discursos, distribuem versões e tentam transformar evidências em perseguição. Mas existe um detalhe cruel na verdade: ela não precisa de muito esforço para permanecer de pé. Quanto mais se explicam, mais tropeçam nas próprias palavras. O que era apenas suspeita ganha capítulos, personagens e contradições. A tentativa desesperada de apagar o incêndio acaba jogando combustível na fogueira. A velha máxima continua resistindo ao tempo e às manobras ensaiadas: contra fatos não há argumentos. Depoimentos que parecem mais conversa de bêbado pra delegado.