No nordeste do Pará, o calendário parece seguir um ritmo próprio. Enquanto a Copa do Mundo prendia a atenção dos torcedores, a política aguardava o apito final. Bastou o Brasil ser eliminado para que outro campeonato comece: a corrida pelos votos. Não é por acaso. A região abriga um dos maiores colégios eleitorais do estado, reunindo quase 50 municípios. De repente, estradas ganham mais movimento, agendas ficam lotadas e candidatos surgem em festas, feiras, comunidades e reuniões, todos em busca de espaço e da confiança do eleitor. É o período em que apertos de mão se multiplicam, promessas voltam ao discurso e o nordeste paraense se transforma no centro das atenções. Afinal, quem deseja vencer nas urnas sabe que, por essas bandas, cada voto pode fazer a diferença.