DESCULPA DE AMARELO É COMER BARRO

Entre as justificativas apresentadas por Donald Trump para impor tarifas de 25% ao Brasil estaria a preocupação com o desmatamento. O argumento até poderia soar nobre, se não viesse de quem transformou a pauta ambiental em alvo de ataques durante seu primeiro mandato. Convém lembrar que o Acordo de Paris, firmado pelos Estados Unidos em 2016, teve sua retirada anunciada por Trump em 2017, numa das decisões mais criticadas da política ambiental internacional. Por isso, quando o discurso ambiental aparece como argumento para pressionar outros países, fica difícil não enxergar uma boa dose de conveniência. Na política, às vezes, o problema não é a falta de memória. É o excesso de seletividade. A expressão “desculpa de amarelo é comer barro” é um ditado popular usado para rebater justificativas sem sentido, esfarrapadas ou auto-enganadoras,

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