Mal começa a esquentar a véspera das eleições e já aparecem as primeiras reclamações. Há candidatos se sentindo enganados por apoiadores, enquanto planos cuidadosamente traçados parecem tomar o rumo do naufrágio — e, em Bragança, o destino não poderia ser outro senão o rio Caeté. Nas visitas ao município, até agora, o que se viu foi muita passeata com jeito de desfile carnavalesco: estandartes, bandeiras, carros e gente caminhando. Bonito de ver, sem dúvida. O problema é que, quando se pergunta pelos votos, alguns parecem ter desaparecido no caminho. Do outro lado, os apoiadores também começam a cobrar. Reclamam que candidatos não estariam cumprindo cláusulas de acordos firmados bem antes da campanha. E assim segue a política: de um lado, promessas; do outro, cobranças. No meio, os acordos, as passeatas e a velha esperança de que, na hora da urna, ninguém descubra que embarcou no barco errado.