PAGANDO POR UMA DISPUTA

Superdimensionar crises econômicas e políticas, alimentar conflitos entre situação e oposição e, por vezes, estimular o ódio são atitudes que não deveriam fazer parte do papel de uma imprensa que se considera grande e responsável. Informar é essencial; distorcer a percepção dos fatos, explorar o medo e transformar divergências em guerras permanentes é outra coisa. A mídia tem o poder de esclarecer a sociedade, mas também pode aprofundar divisões e alimentar ressentimentos. Quando a disputa pelo poder se sobrepõe ao compromisso com a verdade e com o interesse público, o país fica em segundo plano. O crescimento econômico, a geração de empregos e a melhoria da vida da população tornam-se meros detalhes diante dos interesses políticos e econômicos de alguns. Uma nação não avança quando seus cidadãos são constantemente estimulados a se odiar. Afinal, o Brasil é maior do que qualquer governo, partido ou grupo de comunicação. O poder é passageiro, mas as consequências da irresponsabilidade permanecem. E o desenvolvimento do país não deveria ser o preço a pagar por essa disputa sem fim.

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“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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