Depois de o Ministério de Minas e Energia orientar a Petrobras a manter as sondas de exploração na Foz do Rio Amazonas, ontem foi a vez de a empresa ampliar a pressão sobre o Ibama, com a divulgação de duas notas oficiais sobre o tema. Primeiro, a estatal afirmou que gasta R$ 3 milhões por dia com a manutenção de equipamentos na região. Depois, à noite, confirmou que vai recorrer da decisão do órgão, que negou uma licença ambiental que permitia a perfuração de poços exploratórios na chamada Margem Equatorial, uma extensa área no litoral norte do país vista como o “novo pré-sal”.
No Palácio do Planalto, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, tentou mediar a disputa em duas reuniões com os ministros Alexandre Silveira, de Minas e Energia, e Marina Silva, do Meio Ambiente. Interlocutores dizem que ele conversou a sós com cada um dos ministros, sem a presença de assessores. Silveira e Marina, por sua vez, não se cruzaram pelos corredores do Palácio.
Fonte : O Globo