Começa a corrida do ouro. Não o que se tira do garimpo, mas o que brota das emendas parlamentares. Deputados estaduais e federais apertam o passo, afinam discursos e distribuem promessas embaladas em cifras. Prefeitos viram parceiros estratégicos, placas de obras surgem como troféus e o dinheiro público ganha apelido carinhoso de “investimento”. No fundo, a lógica é simples: quem recebe hoje, lembra amanhã. A reeleição, mais uma vez, tenta ser pavimentada não por ideias, mas por transferências bem calculadas.