A grande mídia e o mercado financeiro nunca aparecem na urna, mas vivem como se tivessem candidatura própria. Não pedem voto em praça pública, não distribuem santinho, mas ocupam espaço nobre no horário mais caro: o da formação de opinião. Entre manchetes, análises “técnicas” e números que sobem e descem como humor de bolsa, vão moldando percepções, escolhendo quem parece viável e quem já nasce derrotado. Não é campanha oficial, mas influencia como se fosse — e sem precisar prestar contas à Justiça Eleitoral. No fim, o eleitor acredita que decidiu sozinho. Mas, em silêncio, já vinha sendo conduzido desde muito antes da escolha parecer sua.