As eleições ainda nem chegaram oficialmente às ruas, mas as pesquisas já aparecem como foguetes de São João: algumas sobem rápido demais, iluminam o céu por alguns instantes e depois desaparecem sem deixar rastro. Certas pré-candidaturas começam “turbinadas”, embaladas por números que parecem mais desejo do que realidade. A velha estratégia continua a mesma: largar na frente para criar a impressão de força, influência e inevitabilidade. O problema é que campanha de verdade não vive apenas de manchetes e gráficos coloridos. Quando o tempo passa, o eleitor começa a observar melhor, comparar discursos, lembrar promessas antigas e sentir o peso da realidade. Aí vem o teste mais difícil: sustentar os números anunciados no início. Porque em política, subir artificialmente pode até impressionar na largada, mas a queda livre costuma ser muito mais rápida quando o chão da campanha real aparece