CHEQUE MORADIA COM CABO ELEITORAL

Há quem diga que eleição é feita de propostas. Há quem jure que é feita de circunstâncias. E, de tempos em tempos, a realidade insiste em dar razão aos segundos. Em Bragança, no Pará, a prisão de um militante político, investigado por suposto estelionato envolvendo cheques moradias que pertencem à ações públicas e sociais do governo estadual, acabou chamando atenção menos pelo caso em si que é grave e mais pelo momento em que aconteceu. Como de costume, as esquinas da política logo trataram de completar a notícia: dizem as más línguas — e até algumas boas — que o envolvido estaria atuando como cabo eleitoral de um candidato a deputado. Em campanha, coincidências quase nunca passam despercebidas. E, no tribunal da opinião pública, as circunstâncias costumam falar antes mesmo que os fatos terminem de ser esclarecidos.

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