Há campanhas que cabem no bolso; outras exigem que se abra a própria gaveta do impossível. Custear uma única candidatura à Câmara dos Deputados já é uma empreitada. Bancar uma disputa pelo governo do Estado é outra história — e, como se costuma dizer, outro patamar. Para governador, a conta sobe, a estrutura cresce e o risco de improviso desaparece. Não há espaço para aventura, nem para entusiasmo sem lastro. É preciso fôlego, organização e, sobretudo, saber que, nesse jogo, o preço de entrar não é o mesmo de apenas querer jogar. No governo, a disputa é mais embaixo — ou, melhor dizendo, infinitamente mais para cima.