Há estórias que insistem em voltar. Mudam os personagens, trocam-se os cenários, mas o enredo permanece quase o mesmo. Nas eleições, reaparecem os que se apresentam como pastores dedicados, prometendo cuidar do rebanho. No entanto, basta um olhar mais atento para perceber que muitos não conduzem: controlam. A intromissão indevida na vontade das ovelhas veste o discurso da proteção, quando, na verdade, busca apenas a obediência. E, por trás da pele de pastor, nem sempre existe um guia. Às vezes, esconde-se um lobo, interessado menos no bem do rebanho do que no poder sobre ele. A história ensina. A estória se repete. E cabe às ovelhas distinguir a voz de quem conduz daquela de quem apenas aprende a imitar o chamado para dominar.