A chamada grande mídia brasileira não gosta quando alguém a chama de “quarto poder”. Parece pouco. Quarto é quase fila de espera, posição secundária, coisa de quem observa de fora. Na prática, age como se fosse o primeiro. Não precisa disputar eleição, nem apresentar candidato. Basta escolher quem merece luz, quem merece silêncio e, sobretudo, quem parece adequado para ocupar a cadeira. Depois, é só soprar os ventos certos e esperar que a marionete descubra que está dançando. O curioso é que, quando alguém aponta os fios, a mídia se ofende. Afinal, marionetes existem — mas ninguém gosta de admitir que segura as cordas.