NO PODER GLOBAL

A chamada grande mídia brasileira não gosta quando alguém a chama de “quarto poder”. Parece pouco. Quarto é quase fila de espera, posição secundária, coisa de quem observa de fora. Na prática, age como se fosse o primeiro. Não precisa disputar eleição, nem apresentar candidato. Basta escolher quem merece luz, quem merece silêncio e, sobretudo, quem parece adequado para ocupar a cadeira. Depois, é só soprar os ventos certos e esperar que a marionete descubra que está dançando. O curioso é que, quando alguém aponta os fios, a mídia se ofende. Afinal, marionetes existem — mas ninguém gosta de admitir que segura as cordas.

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“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

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