Desde a nossa juventude, há muito tempo, ouvimos dizer que não existe país rico sem educação. Os anos passaram, gerações se sucederam, mas continuamos convivendo com a pobreza, a desigualdade e a sensação de que o Brasil poderia ter ido muito mais longe. Talvez porque educar seja uma obra de longo prazo, que não cabe no calendário eleitoral. Asfalto aparece, rende fotografia, inauguração e votos. Já a educação exige paciência, professores valorizados, escolas dignas e investimentos contínuos. Seus resultados não surgem de um dia para o outro, mas transformam vidas por décadas. Infelizmente, no Brasil, a educação e a saúde, que deveriam ser tratadas como direitos fundamentais e prioridades absolutas, muitas vezes parecem ter se transformado em grandes negócios, enquanto a população recebe, em troca, serviços precários e sofríveis resultados. E assim seguimos, repetindo a velha lição que aprendemos ainda jovens, como se fosse uma novidade: um país que não investe seriamente em educação acaba pagando, por gerações, o preço da própria negligência. Afinal, o asfalto pode encurtar caminhos, mas só a educação é capaz de abrir horizontes.