Mesmo após meses de diálogo entre o governo federal, deputados e o Amazonas, a Zona Franca de Manaus ainda é um dos principais entraves para o avanço na Câmara da reforma tributária, pauta econômica que vai suceder o arcabouço fiscal. A perda de arrecadação do governo estadual com a unificação de tributos pode ser resolvida com repasse de recursos de um fundo compensatório, mas não garante a permanência de empresas na região sem incentivos, argumentam defensores do atual modelo, que dizem temer desemprego no polo.
A lógica da Zona Franca é conceder benefícios tributários a empresas que montem fábricas na região. Com a reforma tributária e a unificação de tributos em todo o território nacional — entre eles o Imposto sobre Produtos Industrializado (IPI) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — quem produz na região pode perder as vantagens fiscais em relação a outros estados mais próximos dos mercados consumidores.
Fonte : O Globo