Desde o golpe de 64, quando o jornalismo brasileiro foi transformado em grandes empresas midiáticas, que ganharam poderes inimagináveis em detrimento de jornais que definharam. As redações mudaram de função. Apesar do estrangulamento aos “Diários e Emissoras Associados”, que possuíam um grande poder e já utilizavam métodos semelhantes aos de hoje, outros grupos se agigantaram, aperfeiçoando de sobremaneira a utilização do poder. O jornalismo como vocação findou. As redações foram preenchidas por funcionários aptos a atenderem às decisões dos patrões. Foram transformados em combatentes prontos para atacar ou defender aqueles considerados adversários de seus chefes. Poucos são os jornalistas que ainda têm independência necessária para expor de maneira clara o que pensam. É de se notar principalmente nos jornais televisivos, repórter em matéria externa, usando teleprompter, lendo o que já foi editado pelos que comandam a empresa. Um absurdo que retira do repórter o improviso e habilidade, ingredientes importantes para o desempenho da função. Pelo jeito apesar de ainda poucos rendimentos financeiros vários jornalistas migram para a internet através de blogs e semelhantes, voltando à liberdade que a profissão exige.