INOPERÂNCIA E A OPERÂNCIA FALSA

De repente, o político antes especializado em “vamos analisar”, transforma-se em homem de ação. Câmeras aparecem, capacetes são vestidos, máquinas são ligadas e inaugurações começam a brotar como cogumelos depois da chuva. O marqueteiro, especialista em milagres, entra em cena. Uma obra inacabada vira “projeto histórico”. Uma pintura de meio-fio ganha trilha sonora épica. E uma simples placa recém-instalada é filmada de tantos ângulos que parece a inauguração de uma metrópole. É a chamada falsa operância : não importa tanto fazer, mas parecer que está fazendo. E o eleitor, diante de tanta eficiência repentina, fica com uma dúvida: — Se trabalham tanto agora, onde estavam durante os anos anteriores?  Afinal para alguns políticos, a obra mais urgente não é a que beneficia a população. É a propaganda que precisa ficar pronta antes da eleição.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[SIMPLE_POLL id="492"]
OUTRAS NOTÍCIAS

Desenvolvido Por
Belém Sistemas
(91) 98079-5456