Em época de eleição, há candidato que chega com santinho numa mão e o nome de Deus na outra. Deus vira cartão de visita: uma maneira rápida de se apresentar como alguém de confiança, sério, honesto. Às vezes, parece também cartão de crédito. Basta pronunciar o nome certo, no lugar certo, diante das pessoas certas, e a credibilidade vem parcelada em promessas. Mas Deus não precisa de campanha eleitoral. Não pede voto, não distribui santinhos e certamente não assina cheque em branco para candidato algum. Talvez a verdadeira questão seja simples: depois que terminam os discursos e as eleições, quando as câmeras se apagam e o poder começa, o que resta além do nome de Deus usado como apresentação? Porque fé pode estar nas palavras. Mas caráter, geralmente, aparece nas atitudes.