Muitas vezes, a política se assemelha ao futebol. Na vida pública, os bons gestores deixam marcas que o tempo não apaga; nos gramados, os grandes goleadores permanecem na memória dos torcedores. Em ambos os casos, a história registra aqueles que, de alguma maneira, fizeram a diferença. Vale lembrar o episódio de Getúlio Vargas, que, depois de governar o Brasil por cerca de quinze anos, entre 1930 e 1945, retornou à Presidência em 1951, desta vez pelo voto popular. Foi uma volta que entrou para a história, demonstrando a força da memória coletiva e da vontade das urnas. Na política, como no futebol, o passado não desaparece com o apito final. O povo também tem sua memória, faz suas avaliações e, quando chega a hora, decide quem merece uma nova oportunidade. Afinal, há gols que atravessam gerações e governos que continuam sendo lembrados muito depois de seu fim.