IMPOSTO DEVE TER LIMITES

A própria palavra já diz muito: imposto é aquilo que se impõe. E, no Brasil, essa imposição parece ter chegado ao limite da tolerância. A cada dificuldade de gestão, a cada desequilíbrio nas contas públicas, a solução recorrente parece ser a mesma: aumentar impostos e transferir a conta para quem já paga. Mas há uma questão ainda mais grave: a cobrança seletiva. Quando alguns pagam muito, enquanto outros conseguem escapar de suas obrigações, a conta inevitavelmente fica mais pesada para os mesmos de sempre. Se a arrecadação alcançasse a todos de maneira justa, sem privilégios e sem exceções convenientes, talvez não houvesse tanta necessidade de aumentar alíquotas. Afinal, antes de cobrar mais, seria razoável cobrar melhor, combater a desigualdade na arrecadação e, principalmente, administrar com eficiência. O contribuinte não pode ser eternamente chamado a cobrir os custos da ineficiência. Imposto deve financiar o bem comum, não se transformar em um peso sem fim sobre quem trabalha e produz.

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