EXPONDO O PASSADO

Na vida política, ninguém escapa do próprio extrato. Durante o mandato, muitos gastam promessas como quem usa crédito fácil, confiando que a memória do povo tem prazo curto. Mas eleição é tempo de auditoria. De repente, aquilo que parecia esquecido reaparece: compromissos não cumpridos, palavras ditas ao vento, acordos mal explicados. Inclusive todos os ‘boletins de ocorrências policiais ou judiciais’ acontecidos no passado, mas que ainda estão vigentes.  Cada ação vira lançamento, cada silêncio vira débito. E não adianta tentar renegociar com discurso bonito. O eleitor, que pode até perdoar, dificilmente esquece quando sente no bolso ou na vida o peso das decisões. No fim, a urna funciona como gerente rigoroso: aprova quem manteve saldo de confiança e rejeita quem viveu de cheque especial político.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE

“com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil com ela mesma”

Joseph Pulitzer

[SIMPLE_POLL id="492"]
OUTRAS NOTÍCIAS

Desenvolvido Por
Belém Sistemas
(91) 98079-5456