Nos bastidores da política bragantina, no nordeste do Pará, um vereador considerado da vanguarda eleitoral da base aliada da gestão municipal estaria, dizem os mais atentos, ensaiando a construção de uma ponte. Não exatamente uma ponte de concreto, mas daquelas que levam de um lado ao outro do campo político — neste caso, rumo à oposição, de olho na campanha em nível estadual. O movimento, naturalmente, já provoca comentários, especulações e aquela conhecida inquietação entre os colegas de caminhada. Mas há quem aposte que o projeto da ponte pode ser abandonado antes mesmo da primeira estaca. Tudo porque amanhã, dia 15, estaria prevista a chegada de uma robusta prenda, capaz de trazer alívio geral e, quem sabe, recolocar as coisas nos seus devidos lugares. Na política, afinal, convicções podem ser firmes. Mas, às vezes, até uma ponte depende da maré.