No passado, o humorista que fazia rir no circo era chamado de palhaço. Sua missão era divertir, arrancar gargalhadas e transformar situações absurdas em espetáculo. Todos sabiam que estavam diante de uma apresentação. Mas os tempos mudaram. Hoje, quando observamos certas cenas do Parlamento brasileiro, fica a dúvida: como devemos chamar aqueles que transformam debates sérios em espetáculos, trocam argumentos por encenações e fazem da política motivo de riso? Palhaço, não! Seria injustiça com os verdadeiros profissionais do circo, que trabalham duro, respeitam seu público e sabem exatamente qual é o seu papel. No Parlamento, o título deveria ser outro: representantes do povo, com a responsabilidade de legislar, fiscalizar e honrar a confiança recebida nas urnas. Afinal, o circo tem lona, picadeiro e espetáculo. O Parlamento tem tribuna, responsabilidade e compromisso público. E o povo brasileiro merece respeito, não uma sessão de entretenimento paga com o dinheiro dos seus impostos.