Tem gente que gosta de título mais do que de história. Se apresenta como majestade sem nunca ter sentado no trono, como líder sem nunca ter enfrentado o julgamento das urnas, a não ser impulsionado por outros. É a política do faz de conta, onde o discurso tenta ocupar o lugar da legitimidade. Mas democracia não funciona no grito nem no marketing. Funciona no voto. É ele que consagra, é ele que derruba, é ele que define quem lidera e quem apenas fala. Sem isso, o que sobra é só encenação — um personagem sem plateia, insistindo em aplausos que nunca vieram. Porque, no fim das contas, não adianta inventar: coroa sem reino é fantasia, e liderança sem voto é só pretensão. Houve um período na história chamado de Iluminismo, mas não conhecemos nenhum conhecido como Ilusionismo.